Lc 17:11-19 – Exercendo a Gratidão

Lc 17:11-19 – Exercendo a Gratidão

A fé é uma das coisas mais importantes é gratificantes em nossa vida cristã, mas ao mesmo tempo é uma das coisas mais difíceis de serem cultivadas em nossa caminhada espiritual. Nesse primeiro domingo da série, quero falar sobre “O papel da gratidão na Escola da fé”. O texto que escolhi se encontra no Evangelho de Lucas 17:11-19

Texto: Diego Gonçalves // Escrito para Igreja Dae Han | MEP em 07/08/2021

Introdução

Ilustração

Deixa eu contar uma história: Um cachorro grande, tipo Golden, entra em um açougue carregando uma bolsa na boca. Ele abaixa a bolsa e se senta na frente do balcão. “O que foi, garoto?” o açougueiro pergunta brincando. “Quer comprar um pouco de carne?”

– “Woof!” late o cachorro.

– “Hmm,” diz o açougueiro. “Que tipo? Fígado, bacon, bife…”

– “Woof!” interrompe o cachorro.

– “E quanto vc quer? Meio kg? um kg?…” “Woof!”

O açougueiro surpreso embrulha a carne e encontra o dinheiro na bolsa do cachorro. Quando o cachorro sai, ele decide seguir. O cachorro entra em um desses prédios simples de três andares, sobe para o último andar e começa a coçar uma porta. Com isso, a porta se abre e um homem irritado começa a gritar com o cachorro.

– “Ei! Pare!” grita o açougueiro. “Esse cachorro é o animal mais inteligente que eu já vi!” “Inteligente?” diz o homem. “Esta é a terceira vez esta semana que ele esquece a chave!”

Moral da história: O dono do cachorro não sabe o que é gratidão!

Ilustração

Gostaria de lhe contar mais uma história:

Essa é a história de uma jovem mulher chamada Júlia. Todas as manhãs, ao ir para o trabalho, encontrava uma mulher de meia-idade, vestida com um casaco meio gasto, na frente de uma antiga igreja. Esta senhora cumprimentava a todos os que passavam com um sorriso e com um agradável “bom dia!”. A Júlia quase sempre lhe dava algo. Após quase um ano dessa rotina, a mulher do casaco batido sumiu. A Júlia vivia se perguntando o que tinha acontecido com essa senhora.

Então, um belo dia de manhã, a senhora estava na frente da igreja novamente, ainda usando o mesmo casaco gasto. Quando a Júlia viu, alegre em rever a senhora, já foi abrindo à bolsa para fazer uma doação bem maior que a habitual, mas a senhora não aceitou desta vez e disse: “Puxa… muito Obrigado por me ajudar em todo esse tempo”, disse ela. “Acho que você não vai me ver aqui novamente porque eu consegui um emprego. E hoje estou de folga!” A senhora, então, pegou dentro da sua bolsa um pacote embrulhado e deu a Júlia.

A senhora estava ali de pé, na frente daquela igrejinha, não mais para receber doações, mas agora para retribuir com chocolates aquelas pessoas que frequentemente ajudavam-na.

Moral da história: Esta senhora sabe o que é gratidão.

Palavra:

Lucas 17.11 “De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galileia. 12. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, 13. que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! 14. Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. 15. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, 16. e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. 17. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? 18. Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19. E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”. Lucas 17.11-18

1. Seja grato mesmo que você esteja em circunstâncias difíceis.

Vamos olhar novamente para o nosso texto e imaginar a cena: um grupo de dez homens que têm a pior doença da sua época. A aparência física deles é horrível. Se você já teve a oportunidade de ver, a doença de lepra, hoje conhecida como hanseníase, ataca o corpo e enche-o de feridas. Ela come os dedos das mãos e dos pés, danificando vários membros do corpo.

Essa doença pode levar até 30 anos para seguir seu curso e, nesse período de tempo, membros inteiros podem simplesmente cair. É uma doença muito grave e terrível. Ainda hoje, ela aflige muitas pessoas. Não sei se você sabe, mas atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos de Hanseníase no mundo. A Índia vem em primeiro lugar. Existe uma cidade indiana chamada Calcutá. Lá existe uma vila inteira, uma colônia de leprosos, que carecem de ajuda. Foi lá que Madre Teresa trabalhou, serviu e cuidou dos doentes por muitos anos, com muito amor e dedicação. Mas essa não é uma tarefa nada fácil.

Conta-se a história de uma irmã que tinha o desejo de ministrar em uma colônia de leprosos. Certa vez, em uma viagem ao exterior, Deus lhe deu a oportunidade de estar perto de tal lugar. Ela passou pela entrada três vezes. Ela viu de longe aqueles que estavam sofrendo. Ela tentou entrar, mas não conseguiu. Ela disse que o cheiro era muito forte. Ela não teve estômago para entrar na colônia. A viagem passou e ela não conseguiu fazer a missão. Esse relato é uma história recente, isto é, tendo presente muitos avanços da medicina. Agora, imagina quão difícil era tratar essa doença há 2000 anos atrás? Além do fato de ser visualmente terrível, caminhantes doentes, feridos, mutilados, marginalizados pela sociedade… O cheiro da carniça afastava até aqueles que queriam ajudá-los.

Imagine a dor emocional de um leproso, com certeza era pior do que a dor física. Eles foram separados de sua família, de sua comunidade. Não poderia haver mais contato físico com seus filhos ou netos. Nenhum contato sequer. A esposa não teria permissão para se despedir do marido, nem ele teria permitido, por medo dela também pegar lepra.

Os leprosos tendiam a vagar juntos, procurando comida. De longe, imploravam por ajuda, mas quando alguém ouvia e queria ajudar de longe, eles gritavam em voz alta: “Somos impuros, somos impuros… Mas tende compaixão de nós.” Recentemente, na pandemia do Coronavírus, experimentamos como é doloroso ser forçado a ficar longe dos amigos e dos familiares por um tempo. Os leprosos daquela época, porém, deveriam ficar o resto da vida separados de tudo e todos! Deve ter sido horrível.

No entanto, neste relato, dez leprosos encontraram Jesus. De longe, eles gritam: “Mestre, tem misericórdia de nós! Tem misericórdia…” E o grande Mestre responde: “Vão e mostrem-se ao sacerdote”.

Um sacerdote local tinha outros deveres além de liderar a adoração em cada sábado. Ele também era uma espécie de funcionário de saúde. Se uma pessoa fosse milagrosamente curada da lepra, cabia ao sacerdote inspecionar o corpo, fazer uma análise mais completa da doença e anunciar a pessoa curada. Se a pessoa estivesse curada, o sacerdote aprovaria o retorno para casa. O homem curado então poderia ver sua esposa novamente, segurar sua filha novamente, procurar trabalho novamente. Se o sacerdote lhe desse um “ok”, ele seria curado!

“Ide e mostrem-se aos sacerdotes”. É o que Jesus diz aos leprosos!

E eles obedecem ao comando de Jesus. No meio do caminho, eles olham para seus corpos. As mãos de um homem ainda estão mutiladas. Outro homem olha para a perna, que termina com um pano imundo no joelho. Outro coloca a mão em seu rosto e não encontra o nariz! Outro olha para sua pele e a acha tão feia como sempre. Ou seja, todos esses homens que caminhavam em direção ao sacerdote ainda não estavam em melhor situação do que estavam cinco minutos atrás, quando gritaram pela primeira vez ao famoso Mestre. Mesmo assim, eles partiram em busca dos sacerdotes.

À medida que seguem a caminhada, eles foram curados. Imagine a cena. No meio do caminho, o braço de um leproso começou a formigar com a vida e uma mão reapareceu. Outro leproso que usava muleta tropeçou no seu próprio curativo imundo e caiu no chão. Quando ele foi se levantar, aquela perna que ele não tinha, agora estava lá, saudável, inteira, completa.

O outro leproso, vendo o que estava acontecendo ao seu redor, olhou quase que vesgo para sua própria face e viu que tinha acabado de receber uma rinoplastia divina perfeita. Seu nariz estava de volta, como nos velhos tempos!

Outro viu a pele enrugada se desdobrar inteira e os pequenos pelos brancos do antebraço se arrepiaram todos e de repente, já não eram mais brancos… voltaram a sua cor castanha!

Um a um, cada leproso olhava para si mesmo, e depois, olhavam um para o outro e começaram a gritar, mas não mais com gritos de agonia e fome, e não mais com gritos de vergonha e tristeza, agora eram gritos de alegria! Eufóricos, bradavam de alegria! De alegria e júbilo!

Gente… Deus é bom demais! Os sorrisos de felicidade e de esperança tomaram conta daqueles homens. Eles correram para o templo sem perder tempo, sem acreditar que aquele pesadelo finalmente havia acabado.

Aplicação:

O que muito me chama a atenção nesse texto é que para que o milagre acontecesse, esses homens tiveram que começar a andar com fé antes que o milagre tivesse acontecido. Eles tiveram que andar em fé antes de andar em bênçãos. Antes das circunstâncias mudarem, eles obedeceram ao comando de Jesus!

Esta é uma grande lição para nós. Você não pode esperar até que os problemas acabem para começar a caminhar com fé. Você não precisa colocar condições para Deus. Você não pode dizer: “Senhor, assim que eu tiver dinheiro suficiente, eu sigo suas palavras.” Você não pode orar: “Senhor, se você resolver esse problema na minha família, eu vou para a igreja”. Pois, a fé em Deus não precisa de condições! Antes que qualquer coisa mude em sua vida, Deus exige fé!

Você entende que Deus é soberano, não é? Deus poderia dizer: “Me ame apesar da sua doença.” “Me obedeça apesar da sua falta de talento ou da sua falta de recursos.“ “Me siga apesar da sua depressão.” “Diga não à tentação, mesmo quando ela for mais difícil.” “Me adore, nas noites mais escuras da sua vida! “Vem me adorar, mesmo que você esteja enfrentando a pior das circunstâncias.”

Esta é a natureza de Deus: um Deus que te ama muito e te dá a oportunidade de ser grato mesmo quando nenhuma circunstância te motiva a isso.

Pessoal, essa é a própria definição de fé. Se você louva a Deus apenas nos dias bons, apenas quando suas circunstâncias são favoráveis, então isso não é fé. Parece mais uma barganha – e a fé não é sobre barganhar!

Talvez alguns de vocês estejam enfrentando circunstâncias horríveis agora. E o que espera por vocês lá fora? Hoje? Esta semana? Eu nem imagino o que possa ser… Mas eu preciso perguntar: vocês serão gratos apesar das circunstâncias difíceis? Se sim, então terão experimentado a fé.

Ilustração:

Conta-se uma história de um pastor que liderava o culto em uma colônia de leprosos na Ásia. Havia tempo para cantar mais um hino antes de encerrar a reunião e o pastor perguntou se alguém tinha um pedido. Uma mulher que estava no meio da igreja se levantou. Posteriormente, o pastor falou que aquele era o rosto mais horrível que ele já tinha visto. Ele disse: “O nariz e as orelhas da mulher tinham desaparecido completamente. A doença também havia destruído seus lábios. Entretanto, ela levanta uma das mãos que já não tinha dedos e pergunta: ‘Podemos cantar aquele hino antigo? Conte as Bênçãos?’”

Aquela situação quebrou o pastor… Quando os músicos começaram a tocar, o pastor saiu de cena! Ele foi seguido por um membro da liderança da igreja que disse:

— “Pastor, eu acho que você nunca mais poderá cantar essa música novamente, né?”
Em prantos, aquele pastor disse: – Sim, irmão, eu vou continuar cantando, “mas eu nunca mais vou cantar da mesma maneira”.

Se você não conhece essa música, leia um trecho e veja quão profunda é a letra deste hino “Conte as bênçãos”.

“Se dá vida às vagas procelosas, são
Se com desalento julgas tudo vão
Conta as muitas bênçãos, dize-as de uma vez
Hás de ver surpreso o quanto Deus já fez.

Conta as bênçãos, conta quantas são
Recebidas da divina mão
Uma a uma, dize-as de uma vez
Hás de ver surpreso quanto Deus já fez.”

Voltando ao nosso texto: Lemos no v. 15 que um dos homens voltou para Jesus e louvou a Deus em alto e bom som. Perceba como a gratidão, oriunda da fé, que é forjada na escola da oração, se transforma em adoração.

Por isso,

2. Seja grato pela obra da bondade de Deus.

Aquele homem curado ficou grato. A gratidão dele tornou-se pública. E ele chegou aos pés de Jesus fazendo muito barulho – e ele não era nada tímido. E a palavra diz que ele estava louvando bem alto! Imagina a cena: esse cara que passou tanto tempo da sua vida gritando: “Eu sou impuro! Eu sou leproso! Eu tenho lepra!” Que não sabia mais como vir ao Senhor em silêncio, ou mesmo em voz normal. Diz a Escritura que este homem, ao perceber que fora curado, voltou correndo e caiu aos pés do Redentor. Se ajoelhou aos pés de Jesus, adorando bem alto, louvando bem forte ao nosso Deus.

Aplicação.

Certifique-se de reservar um tempo esta semana para agradecer a Deus por sua bondade. Seja verdadeiramente grato. Caia aos pés de Jesus e ore alegremente, contando as muitas bênçãos que Deus já concedeu em sua vida. Se possível, reúna sua família para fazerem juntos uma verdadeira oração de gratidão. Não perca a oportunidade de adorar a Deus esta semana e seja fervoroso nisso!

Se não conseguir fazer isso esta semana, programe para a semana que vem… Mas faça! Comprometa-se e aja. Isso é adoração!

3. Certifique-se de que sua gratidão leva à ação.

Note que a Escritura diz que apenas um leproso curado voltou para agradecer. No meio da celebração, ele se lembrou da bondade de Deus e correu de volta para Jesus, deixando sua família e o sacerdote esperando enquanto ele agradecia a Jesus em primeiro lugar.

De certa forma, ele inverteu seus passos. Há um louvor escrito por Simon Kang que diz que “o louvor é a reação de um povo que encontrou a salvação!”. De forma mais bela, a gratidão causou naquele homem uma reação de louvor.

“Onde estão os outros nove?” Jesus perguntou. Interessante, não é? Jesus disse: “Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes.” Jesus nunca ordenou que eles expressassem gratidão a Deus ou voltassem para Ele depois. No entanto, vemos que era isso que Jesus esperava.

Que tipo de reação Jesus está esperando de você? O Espírito Santo de Deus tem insistido com você para reagir nesta manhã? O Senhor está guiando você pela fé? Existe alguém em sua família, um amigo ou até mesmo um estranho que precisa da sua ajuda? Há algo que você acredita que precisa fazer?

Com base no que Jesus procurava há 2000 anos, meu melhor conselho é que você dê o passo da reação. Faça isso se é isso que Deus está pedindo a você!

Caminhando para o fim…

Vamos dar uma olhada em nosso texto novamente e prestar atenção em três palavras especiais.

São três palavras diferentes que estão todas tentando dizer a mesma coisa. Todos estão dizendo que esse futuro leproso está bem.

No versículo 15, “Um deles, quando viu que estava ‘CURADO’…“. A palavra grega para curado aqui é “IAOMAI”, que é um termo puramente médico. Significa consertar, reparar. É como um osso quebrado finalmente consertando. Esse cara estava completamente consertado.

No versículo 17, Jesus perguntou: “Não foram todos os dez ‘PURIFICADOS’?“. Opa! Esta é uma palavra diferente de “IAOMAI”. No vs. 17 é “KATHARIZÓ”, esta é a palavra que significa “limpar” em nosso idioma. Ela também é uma palavra médica em parte, pois significa “remover as impurezas”. Quando um médico insere um cateter cardíaco em alguém (como fizeram comigo), a angioplastia pode remover um entupimento de uma artéria. E isso levará à cura.

Naturalmente, as conotações judaicas desta palavra também são importantes. Ser “limpo” era exatamente o que o sacerdote estaria procurando e declararia. Então, a palavra “KATHARIZÓ” carregava alguns tons religiosos. E agora, vamos analisar mais uma palavra.

No versículo 19, Jesus diz àquele homem grato: “Levante-se e vá; sua fé te salvou”. A tua fé te “SO-ZO”!

“SOZO”! Bom, essa não é uma palavra médica necessariamente, embora possa ser usada pelos médicos para descrever o parto seguro de um bebê. “Pronto mamãe, está aqui teu bebê são e ‘SO-ZO’!”.

Quando Mateus iniciou seu evangelho, ele começou com a história do Natal. No capítulo 1, verso 21, o anjo disse a José para dar o nome de Jesus ao bebê, porque seu nome significava que ele “SOZO” (SALVARIA) as pessoas de seus pecados.

Quando Paulo descreveu o que aconteceria à pessoa que professava publicamente Jesus como Senhor e Salvador, ele usou a mesma palavra: “… Se você confessar com a sua boca: ‘Jesus é o Senhor’ e acreditar em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será (SO-ZO) salvo. Pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se confessa para a salvação” (Romanos 10: 9-10).

É SO-ZO que Jesus diz a este homem ajoelhado, cheio de gratidão, disposto a seguir a Deus antes que suas circunstâncias mudem. Disposto a adorar a Deus antes de voltar para casa. Pois, quem é grato é movido pela adoração!

Conclusão

Sabe o que eu acho mais interessante nessa história?

É que em Levítico, no capítulo 13 e 14, Moisés dá ao povo leis referentes à lepra, como o que fazer caso alguém tenha essa doença e o que fazer caso alguém seja curado.

Até onde sabemos, ninguém foi curado por causas naturais. O que acontecia era o seguinte: se aparecesse alguma mancha no corpo de alguém, essa pessoa era levada até o Templo. O sacerdote examinava clinicamente a pessoa e dava o resultado do exame. Às vezes, não era lepra, era apenas um hematoma qualquer.

Até onde sabemos, ninguém em toda a Bíblia foi curado de lepra por causas naturais. Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, toda cura de um leproso veio por meios sobrenaturais.

No Antigo Testamento, a irmã de Moisés teve lepra por uma semana e foi milagrosamente curada. Através de Eliseu, um homem chamado Naamã foi curado milagrosamente. No Novo Testamento, Jesus continua curando os leprosos do mesmo modo sobrenatural. E isso era uma maneira de Deus nos dizer: “Povo meu, este é meu filho. Ele é o Cristo Messias de quem os profetas falaram. Ele é o Emanuel. Agora, vejam… Sou eu mesmo que estou com vocês, pois somente Deus cura os leprosos. Somente Deus.”

Jesus estava curando os leprosos. E Ele o fez porque era o Filho de Deus, o próprio Deus encarnado. O Deus que é digno de toda adoração.

Veja o que diz Mateus 8:1-4.

Um leproso se aproxima de Jesus, parando na distância necessária. Ele se ajoelhou diante de Jesus, implorando por ajuda. A própria visão dele era repulsiva. O cheiro dele era revoltante. As pessoas ofegaram e se afastaram. Alguns certamente ordenaram que ele limpasse a estrada, para não colocar ninguém em risco.

– “Saia, saia, saia!”

Mateus escreve que Jesus, diferente de todo mundo, estendeu a mão e tocou o homem com lepra. Ele disse as palavras: “Seja limpo … vá se mostrar ao sacerdote”.

Você viu os dois milagres? A lepra desapareceu. Esse é o milagre fácil de ver.

Mas e o outro? Foi o toque de uma mão amorosa. Foi o toque de uma mão humana. Mesmo com as limitações da pandemia, eu acredito piamente que você tocou em mais pessoas em uma hora do que esse homem tocou em anos.

Hoje, você esteve perto de amigos ou familiares. Talvez uma criança esteve em seu colo. Talvez um abraço tenha encontrado você em uma porta. Talvez tenha sido um aperto de mão firme de um amigo. Mas esse cara não. Ele ansiava por um toque amoroso mais do que desejava por comida. Mais do que precisava de água, ele precisava de amor. E Jesus estava disposto a dar-lhe esse toque.

Nada neste mundo, nenhuma circunstância pode impedir o toque de Jesus em sua vida. Jesus está disposto a tocá-lo amorosamente, segurá-lo e restaurá-lo. Nenhum pecado que você tenha cometido ou está cometendo pode torná-lo desamado. Jesus está disposto a chamá-lo de amigo e ficar ao seu lado. Sua morte pagou pelos seus pecados. Nenhum medo pode desqualificá-lo.

Nenhum dos seus fracassos pode negar o amor de Deus por você. Este é o maior milagre que podemos receber: Deus nos ama! Seu amor é imensurável, seu amor é eterno e sem fim … Ele te ama sem exceções, sem condições, sem dúvidas. Ele te ama. E por causa do seu amor, ó Deus, somos gratos.

Amém!

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Escrito por Diego Gonçalves.


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© O Diário de um Jondô

Diego Gonçalves nasceu em 25.06.1983, é casado com Alessandra e pai de João Pedro e Heloísa. É Bacharel em Teologia pela UMESP e Pós-Graduando em Novo Testamento pela EST. É Evangelista na Igreja Holiness Coreana de São Paulo e, junto com amigos, está plantando uma nova igreja chamada Comunidade Essência Cristã.

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Diego Souza

Sou ministro na Igreja Holiness e amo escrever. Graduando em Letras pela UNIVESP, com Bacharel em Teologia pela UMESP e com pós em Novo Testamento pela EST, neste blog compartilho meus pensamentos sobre a vida cristã e o cotidiano, buscando conectar a fé com o dia a dia.