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Unidade 84: O Mandato Final: Ide e Pregai

1. Ideia central: Finalmente, Jesus aparece aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreende-os pela incredulidade e dureza de coração por não terem acreditado nos que o tinham visto ressuscitado, e então os comissiona a irem por todo o mundo e pregarem o evangelho a toda criatura, prometendo que sinais seguirão aqueles que crerem, incluindo a expulsão de demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes, beber veneno sem serem prejudicados e impor as mãos sobre os enfermos para que sejam curados.

2. Para entender o texto:

a. Texto em contexto: Esta passagem (Marcos 16:14-18) é considerada por muitos estudiosos como parte do “final longo” do Evangelho de Marcos. Ela ocorre após os relatos das aparições de Jesus a Maria Madalena e aos dois discípulos no caminho (Marcos 16:9-13). Aqui, Jesus se encontra com os onze discípulos restantes e lhes dá Suas instruções finais antes de Sua ascensão, estabelecendo o propósito e a missão da Igreja.

b. Esboço/estrutura:

  • A aparição aos onze e a repreensão pela incredulidade: (Marcos 16:14)
    • Finalmente, Jesus apareceu aos onze enquanto estavam comendo, repreendeu-os pela falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado nos que o tinham visto depois de ressuscitado.
  • A ordem para a Grande Comissão: (Marcos 16:15)
    • E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a toda criatura.”
  • As consequências da fé e da incredulidade: (Marcos 16:16)
    • Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.
  • Os sinais que acompanharão os que crerem: (Marcos 16:17-18)
    • Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas;
    • pegarão em serpentes com as mãos; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os enfermos, e estes ficarão curados.

c. Antecedentes históricos e culturais: A cena ocorre em um contexto de refeição, um momento de comunhão e instrução para os discípulos. A repreensão de Jesus pela incredulidade destaca a dificuldade que eles tiveram em aceitar a realidade da ressurreição, mesmo tendo recebido múltiplos testemunhos. A ordem de “ir por todo o mundo” era revolucionária, rompendo com a visão tradicional judaica de um Messias que reinaria apenas sobre Israel. “Prega o evangelho a toda criatura” enfatiza a universalidade da mensagem de salvação. Os sinais mencionados eram provavelmente destinados a autenticar a mensagem do evangelho e capacitar os primeiros crentes em sua missão, em um mundo muitas vezes hostil e cheio de poderes espirituais malignos.

d. Considerações interpretativas:

  • A repreensão de Jesus (Marcos 16:14): A dureza de coração dos discípulos é notável, mesmo após terem convivido com Jesus e testemunhado Seus milagres. Isso serve como um alerta para a tendência humana à incredulidade.
  • O alcance da Comissão (Marcos 16:15): A ordem de ir “por todo o mundo” indica a abrangência da missão da Igreja, que deve alcançar todas as nações e povos.
  • O conteúdo da pregação (Marcos 16:15): O mandato é para pregar “o evangelho”, as boas novas da salvação através de Jesus Cristo.
  • A relação entre fé, batismo e salvação (Marcos 16:16): A fé e o batismo são apresentados como passos para a salvação, enquanto a incredulidade leva à condenação.
  • A natureza dos sinais (Marcos 16:17-18): Os sinais prometidos são manifestações do poder de Deus que acompanhariam aqueles que creem, capacitando-os para a obra do ministério e confirmando a veracidade da mensagem.

e. Considerações teológicas:

  • A Autoridade de Cristo: A Grande Comissão é dada por Jesus ressuscitado, investido de toda autoridade no céu e na terra (Mateus 28:18).
  • A Missão da Igreja: A Igreja tem a responsabilidade primordial de levar o evangelho a todas as pessoas em todos os lugares.
  • A Centralidade do Evangelho: A mensagem da salvação através de Jesus Cristo é o coração da pregação cristã.
  • A Importância da Fé: A fé em Jesus Cristo é essencial para a salvação.
  • O Papel dos Sinais e Maravilhas: Os sinais e maravilhas podem acompanhar a pregação do evangelho como evidência do poder de Deus e para despertar a fé.
  • A Responsabilidade Humana: A passagem enfatiza a responsabilidade dos discípulos (e, por extensão, de todos os crentes) de obedecer ao mandamento de pregar o evangelho. A salvação é oferecida a todos, mas a decisão de crer ou não é pessoal.

3. Para ensinar o texto:

  • Principais temas: A autoridade de Jesus para comissionar Seus seguidores; a universalidade da missão da Igreja; a centralidade do evangelho na mensagem cristã; a importância da fé para a salvação; o papel dos sinais e maravilhas no ministério cristão; a responsabilidade de cada crente em compartilhar o evangelho.
  • Aplicação: Devemos reconhecer a autoridade de Jesus e a urgência da Grande Comissão. Devemos nos envolver ativamente na proclamação do evangelho, seja através de palavras ou ações. Devemos buscar a fé que capacita a experimentar o poder de Deus em nossas vidas e ministérios.

4. Para ilustrar o texto:

Imagine um rei que, após vencer uma grande batalha, envia seus mensageiros a todas as partes do seu reino para anunciar a vitória e convidar todos a se beneficiarem da paz conquistada. A Grande Comissão é um chamado semelhante para anunciar a vitória de Jesus sobre o pecado e a morte.

Pense em um farol que emite sua luz para guiar os navios em meio à escuridão e ao perigo. A Igreja tem a responsabilidade de brilhar com a luz do evangelho para alcançar aqueles que estão perdidos.

Considere a história de um homem que encontra a cura para uma doença mortal e sente a urgência de compartilhar essa descoberta com todos os que sofrem da mesma condição. A paixão por compartilhar o evangelho deve ser semelhante.

5. Perguntas de fixação/reflexão:

  1. A quem Jesus apareceu finalmente antes de dar a Grande Comissão (Marcos 16:14)? O que Ele repreendeu neles?
  2. Qual é o mandamento central da Grande Comissão (Marcos 16:15)? Qual a abrangência desse mandamento?
  3. Qual a relação entre crer, ser batizado e ser salvo, de acordo com Jesus (Marcos 16:16)? Qual a consequência de não crer?
  4. Quais são os sinais que Jesus prometeu que acompanhariam aqueles que crerem (Marcos 16:17-18)? O que esses sinais demonstram?
  5. O que a repreensão de Jesus aos discípulos nos ensina sobre a importância da fé diante da evidência da ressurreição?
  6. Como a ordem de ir “por todo o mundo” desafia nossa visão limitada do alcance do evangelho?
  7. Qual o papel do evangelho na salvação das pessoas, de acordo com essa passagem?
  8. Como os sinais prometidos por Jesus se manifestaram na história da Igreja primitiva? Eles ainda são relevantes hoje?
  9. Qual a responsabilidade individual de cada crente em relação à Grande Comissão?
  10. Meditando em Marcos 16:14-18, qual o principal ensinamento que você extrai sobre a missão da Igreja e o seu papel pessoal nessa missão? Como essa passagem o desafia a viver com mais fé e a participar ativamente na proclamação do evangelho ao mundo?12
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