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Por que cremos na ressurreição? | #06
Neste estudo
- A Realidade da Ressurreição
- A Ressurreição Física de Jesus
- 1. A Bíblia sempre disse que Jesus ressuscitaria dentre os mortos
- 2. Os discípulos transformados
- 3. A conversão de Saulo
- 4. As testemunhas oculares de Cristo ressuscitado
- 5. A rápida propagação do cristianismo após a ressurreição
- Alguns exemplos para aguçar o apetite
Bem-vindo ao nosso curso online “Fundamentos do Evangelho”! Este é o sexto estudo da nossa série.
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Esta série busca responder às grandes questões da vida e explorar as maravilhas da existência humana, desde a complexidade do corpo humano até as realidades eternas.
Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde vou? Qual é a base da moralidade? Qual é a realidade última? Estas não são apenas perguntas, mas o início de um caminho para descobrir a verdade sobre nós mesmos e o universo que nos rodeia.
Neste curso, você será guiado por uma série de estudos e discussões que vão desafiar, inspirar e equipá-lo para viver a vida com um propósito maior. Vamos estudar tópicos como a estrutura fascinante do DNA humano, o funcionamento complexo do nosso cérebro e o papel vital do nosso sangue.
Este curso foi projetado para todos os que buscam respostas, sejam eles novos na fé ou aqueles que desejam aprofundar seu entendimento. Junte-se a nós nesta trilha de estudos para descobrir a majestade de Deus e a maravilha da Sua criação.
A Realidade da Ressurreição
Ao longo dos tempos, a singularidade de Jesus e de sua ressurreição sempre gerou muita discussão. É curioso que muitas pessoas que negam que Jesus tenha existido, ou que tenha sido crucificado e ressuscitado, geralmente sabem pouco sobre ele. Porém existem muitas evidências de que Jesus realmente foi crucificado e voltou à vida. Além disso, algumas pessoas que tentaram desmentir a ressurreição de Jesus acabaram escrevendo alguns dos principais livros que defendem a ressurreição.
Um caso notório é o de C. S. Lewis, que uma vez se autodenominou “um convertido relutante” ao cristianismo. Ele achou a evidência da ressurreição tão convincente que se sentiu movido a abraçar Jesus.
Muitas pessoas não entendem bem em que acreditam. Por isso, no estudo de hoje, vamos mostrar o que torna a ressurreição física de Jesus um caso convincente.
A Ressurreição Física de Jesus
Como seguidores de Jesus, temos de nos fazer algumas perguntas importantes. Por que acreditamos que Jesus ressuscitou? Por que isso é tão vital para crer no plano de Deus de reconciliar as pessoas consigo? E por que é essencial saber que Deus sempre quis enviar Jesus para tornar essa reconciliação possível? Paulo responde em 2 Timóteo 1:9-10:
9Ele nos salvou, e chamou com um chamado santo; não conforme as nossas obras, mas sim, conforme a sua própria intenção, e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos princípios dos tempos; 10mas agora é manifesta pela aparição do nosso Salvador Cristo Jesus, que anulou a morte, e trouxe para a luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho.
(2 Timóteo 1:9-10, Bíblia Livre)
A salvação é obra da graça de Deus em Cristo, e a ressurreição é a manifestação pública dessa graça: sem ela, a morte de Jesus não teria vencido a morte (1 Coríntios 15:17).
1. A Bíblia sempre disse que Jesus ressuscitaria dentre os mortos
Sei que há quem diga: “Isso não é uma prova! É óbvio que a Bíblia afirma a ressurreição! Isso não é imparcial!” Porém a Bíblia é um dos textos mais bem atestados e confiáveis de toda a literatura antiga. Como vimos no Estudo 3, o Antigo Testamento tem mais de 280 referências sobre o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Cristo. A autenticidade do Antigo Testamento é ainda mais reforçada pelos Manuscritos do Mar Morto, que foram descobertos nas cavernas de Qumran. Esses manuscritos são ainda mais antigos que o tempo de Cristo e dos Apóstolos, o que reforça a crença na ressurreição. F. F. Bruce, um dos maiores especialistas em literatura antiga, disse:
“Se o Antigo e o Novo Testamento fossem um conjunto de escritos seculares, sua autenticidade seria amplamente aceita como inquestionável”.
Na Páscoa, que o povo de Israel celebrava todos os anos, sacrificava-se um cordeiro em memória do livramento do Egito (Êxodo 12), e o sangue dos sacrifícios apontava para um livramento maior. Esse livramento chegou quando João Batista apresentou Jesus ao povo e o chamou de “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29, Bíblia Livre).
Para quem conhecia as tradições do Antigo Testamento, isso era como dizer que Jesus era o Messias que todos esperavam. Um detalhe importante é que o cordeiro da Páscoa não podia ter nenhum osso quebrado (Êxodo 12:46). E, segundo o relato da crucificação em João 19:33-37, embora normalmente se quebrassem as pernas dos crucificados para adiantar a morte, isso não aconteceu com Jesus. Nenhum osso dele foi quebrado. Em vez disso, perfuraram seu lado com uma lança, cumprindo o que estava nas Escrituras.
A ressurreição mudou tudo para os discípulos. Eles eram um grupo de homens assustados que, depois da crucificação, fugiram e se esconderam, trancados. Mas, de repente, estavam prontos para morrer como mártires. Não havia nada a ganhar inventando a história da ressurreição, que seria totalmente estranha para eles. Algo extraordinário aconteceu. Em um dos nossos últimos estudos, mencionamos o que Jesus disse a seus discípulos em Mateus 20:17-19:
17E quando Jesus estava para subir a Jerusalém, tomou consigo os doze discípulos à parte, e no caminho lhes disse: 18Eis que estamos subindo a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte. 19E o entregarão aos gentios, para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem; mas ao terceiro dia será ressuscitado.
(Mateus 20:17-19, Bíblia Livre)
Como Jesus sabia disso? Por causa das profecias do Antigo Testamento e da consciência de por que ele veio. Ele mencionou várias vezes o que as Escrituras diziam sobre sua ressurreição. Curiosamente, fez isso também depois de ressuscitar, mostrando aos discípulos que essas coisas haviam sido prometidas séculos antes.
A ressurreição é narrada em Lucas 24:1-8:
1E no primeiro dia da semana, de madrugada bem cedo, foram ao sepulcro, levando consigo os materiais aromáticos que tinham preparado; e algumas outras junto delas. 2E acharam a pedra já revolvida do sepulcro. 3E entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4E aconteceu, que estando elas perplexas, eis que dois homens apareceram junto a elas, com roupas luminosas. 5E estando elas com muito medo, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscam entre os mortos aquele que vive? 6Ele não está aqui, mas já ressuscitou. Lembrai-vos de como ele vos falou, quando ainda estava na Galileia, 7Dizendo: É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e que seja crucificado, e ressuscite ao terceiro dia. 8E se lembraram das palavras dele.
(Lucas 24:1-8, Bíblia Livre)
No mesmo dia, após esses acontecimentos, dois discípulos estavam a caminho de Emaús, claramente abalados, discutindo os rumores sobre a ressurreição de Jesus. Enquanto conversavam, Jesus se juntou a eles (o texto diz que, naquele momento, eles não conseguiram reconhecê-lo) e lhes disse:
25Ó tolos, e que demoram no coração para crerem em tudo o que os profetas falaram! 26Por acaso não era necessário que o Cristo sofresse estas coisas, e então entrar em sua glória? 27E começando de Moisés, e por todos os profetas, lhes declarava em todas as Escrituras o que estava escrito sobre ele.
(Lucas 24:25-27, Bíblia Livre)
Mais tarde, quando ele os deixou, eles comentaram:
Por acaso não estava nosso coração ardendo em nós, quando ele falava conosco pelo caminho, e quando nos desvendava as Escrituras?
(Lucas 24:32, Bíblia Livre)
Percebendo que tinham acabado de encontrar Jesus ressuscitado, voltaram correndo para Jerusalém para contar aos outros discípulos.
Então, para surpresa de todos, Jesus apareceu a eles, dizendo:
Estas são as palavras que eu vos disse, enquanto ainda estava convosco, que era necessário que se cumprissem todas as coisas que estão escritas sobre mim na Lei de Moisés, nos profetas, e nos Salmos.
(Lucas 24:44, Bíblia Livre)
Então ele abriu o entendimento deles para as Escrituras e continuou:
46Assim está escrito, que o Cristo sofresse, e que ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos; 47E que em seu nome fosse pregado arrependimento e perdão de pecados em todas as nações, começando de Jerusalém. 48E destas coisas vós sois testemunhas. 49E eis que eu envio a promessa de meu Pai sobre vós; porém ficai vós na cidade de Jerusalém, até que vos seja dado poder do alto.
(Lucas 24:46-49, Bíblia Livre)
A promessa do Pai é o dom do Espírito Santo.
Muitas dessas profecias do Antigo Testamento foram escritas mais de 700 anos antes de Cristo nascer e as cumprir. Como é possível tanta precisão, a ponto de detalhes de sua morte terem sido escritos tanto tempo antes? Vemos a mão de Deus aqui.
2. Os discípulos transformados
Imagine Jesus querendo espalhar sua mensagem para o mundo com um grupo de discípulos que, diante do primeiro sinal de problemas, correram e o abandonaram! Algo extraordinário precisava acontecer para que eles se tornassem o que ele esperava. Durante quarenta dias depois da ressurreição, os discípulos e outros tiveram encontros marcantes com Cristo ressuscitado, até sua subida ao céu, com a promessa de seu retorno (Atos 1:3,9-11). Seguindo as orientações de Jesus, reuniram-se em Jerusalém e, no dia de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, receberam a “promessa do Pai”.
Pentecostes era uma festa da colheita e simbolizava a colheita espiritual que viria pelo dom do Espírito Santo. Os discípulos estavam reunidos quando, de repente, veio do céu um som como de um vento forte, e o prometido Espírito Santo os encheu (Atos 2:1-4). Pedro, agora um homem transformado, disse:
22Homens israelitas, ouvi estas palavras: Jesus o nazareno, homem aprovado por Deus entre vós, com maravilhas, milagres e sinais, que Deus fez por meio dele no meio de vós, assim como vós mesmos também sabeis; 23Este, sendo entregue pelo determinado conselho e conhecimento prévio de Deus, sendo tomado, pelas mãos de injustos o crucificastes e matastes; 24Ao qual Deus ressuscitou, tendo soltado as dores da morte; porque não era possível ele ser retido por ela;
(Atos 2:22-24, Bíblia Livre)
É incrível pensar que esses discípulos, que fugiram e se esconderam quando Jesus foi preso, são os mesmos que agora proclamam abertamente que Jesus não é apenas o Messias prometido, mas que também ressuscitou. Até Pedro, que negou conhecer Jesus quando questionado por uma serva, agora fala com ousadia. O que provocou essa mudança? A ressurreição de Jesus e a vinda do Espírito Santo. Nenhum dos discípulos permaneceu o mesmo. Segundo a tradição da Igreja, todos, exceto João, morreram como mártires por não negarem a ressurreição.
A ressurreição de Jesus foi um marco na vida desses discípulos. Conforme Jesus havia prometido, ele agora vivia neles por meio do seu Espírito Santo (João 14:16-17). Eles passaram por uma transformação contínua, tanto em suas vidas pessoais quanto em suas perspectivas sobre o que realmente importava. Assim, tornaram-se porta-vozes da mensagem da ressurreição para o mundo daquela época. Afinal, quem daria a vida por algo que sabe ser mentira?
3. A conversão de Saulo
Saulo era o maior opositor da igreja. Ele mesmo admitiu que era um fariseu dedicado à Lei e decidido a fazer tudo o que pudesse para se opor a Jesus de Nazaré. Diante do rei Agripa, ele contou:
10O que eu também fiz em Jerusalém; e tendo recebido autoridade dos chefes dos sacerdotes, eu pus em prisões a muitos dos santos; e quando eles eram mortos, eu também dava meu voto contra eles. 11E tendo lhes dado punição muitas vezes por todas as sinagogas, eu os forcei a blasfemarem. E estando extremamente enfurecido contra eles, até nas cidades estrangeiras eu os persegui; 12Nas quais, indo eu até Damasco, com autoridade e comissão dos chefes dos sacerdotes; 13Ao meio dia, vi no caminho, rei, uma luz do céu, que brilhava muito mais que o sol, e que encheu de claridade ao redor de mim e dos que iam comigo. 14E todos nós, tendo caído ao chão, eu ouvi uma voz que falava a mim, e dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Duro é para ti dar coices contra os aguilhões. 15E eu disse: Quem és, Senhor? E ele disse: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 16Mas levanta-te, e fica de pé, porque para isto eu apareci a ti, para te predeterminar como trabalhador e testemunha, tanto das coisas que já tens visto, como das coisas que eu ainda aparecerei a ti;
(Atos 26:10-16, Bíblia Livre)
Já parei várias vezes para pensar em como Jesus alcançou tão profundamente um homem que era tão contra Ele. Saulo aprovou a morte de Estêvão (Atos 7:58; 8:1) e perseguiu os que afirmavam crer na ressurreição. Era a última pessoa que esperaríamos ver se tornar cristã. Sua conversão causou grande impacto. Alcançado pelo Cristo ressuscitado e pela graça de Deus, ele se rendeu ao Espírito Santo e passou por uma mudança interna que depois se tornou visível para os outros. Saulo, também chamado Paulo, tornou-se um influente apóstolo. Foi essencial, ao lado de Barnabé, na fundação de novas igrejas em muitos lugares. Deus tinha planos para esse homem ser o principal defensor da mensagem da ressurreição. Depois de se converter, Paulo escreveu boa parte do Novo Testamento, confirmando que Jesus, o “Cordeiro de Deus”, tornou possíveis o nosso perdão e a nossa reconciliação com Deus.
4. As testemunhas oculares de Cristo ressuscitado
Uma peça fundamental em qualquer julgamento são as testemunhas oculares que podem confirmar que viram o evento acontecer. Em 1 Coríntios 15:3-8, Paulo destaca a existência de muitas dessas testemunhas:
3Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; 5E que foi visto por Cefas, depois pelos doze. 6Depois foi visto de uma vez por mais de quinhentos irmãos, dos quais a maioria ainda vive, e também alguns já dormem. 7Depois foi visto por Tiago; depois por todos os apóstolos. 8E por último de todos também foi visto por mim, como que a um nascido fora do tempo.
(1 Coríntios 15:3-8, Bíblia Livre)
Ao longo do tempo, muitos historiadores, juristas e pesquisadores de renome consideraram sólidas as evidências da ressurreição de Jesus. Se Jesus realmente ressuscitou, isso confirma sua alegação de ser o Filho de Deus e o único caminho para conhecê-lo (João 14:6). Ele não pode ser ignorado. Algumas pessoas dizem: “Acredito que Jesus foi um homem muito bom e uma grande figura da história, mas não acredito que ele seja Deus”.
Nossa resposta deve ser: “Se ele era um homem bom, como você diz, então certamente não era um mentiroso. Ele afirmou ser Deus em forma humana e, pela lógica, você não pode dizer que ele era um bom homem e ao mesmo tempo não era quem afirmava ser. Você deve aceitá-lo ou rejeitá-lo com base nas evidências à sua frente. Você não pode moldá-lo para se adequar à sua conveniência, pois isso seria rejeitar as evidências e a pessoa de Jesus.”
5. A rápida propagação do cristianismo após a ressurreição
O início do cristianismo não foi apenas mais um pensamento religioso; se fosse, não teria perdurado. Causou um impacto enorme em todo o mundo conhecido naquela época. Resistiu a perseguições terríveis e sofrimentos inimagináveis, e não apenas sobreviveu, mas cresceu até se tornar a religião aceita em todo o Império Romano.
Em João 16 e Atos 1, Jesus disse aos discípulos que iria partir, mas enviaria o Espírito Santo (João 16:7; Atos 1:8). Esse é o evento que Pedro descreve em Atos 2. Cheio do Espírito Santo, ele falou com coragem e autoridade, ligando o acontecimento à profecia de Joel (Joel 2:28-32), escrita séculos antes, e mostrando que a ressurreição e o dom do Espírito Santo sempre estiveram nos planos de Deus. Veja as palavras de Pedro:
23Este, sendo entregue pelo determinado conselho e conhecimento prévio de Deus, sendo tomado, pelas mãos de injustos o crucificastes e matastes; 24Ao qual Deus ressuscitou, tendo soltado as dores da morte; porque não era possível ele ser retido por ela;
(Atos 2:23-24, Bíblia Livre)
A essência da questão é crer na ressurreição. Pedro não estava propagando outra religião; afirmava que Jesus era o único meio de chegar a Deus. Quando ele declarou com convicção que Deus fez de Jesus, a quem crucificaram, “Senhor e Cristo” (Atos 2:36), a reação das pessoas foi perguntar:
37E eles, ao ouvirem estas coisas, foram afligidos como que perfurados de coração, e disseram a Pedro, e aos outros apóstolos: Que faremos, homens irmãos? 38E Pedro lhes disse: Arrependei-vos, e batize-se cada um de vós no nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39Porque a promessa é para vós, e para vossos filhos, e para todos que ainda estão longe, a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.
(Atos 2:37-39, Bíblia Livre)
Cerca de 3000 pessoas receberam a mensagem de Pedro e foram batizadas (Atos 2:41). Em Atos 4:4, lemos que o número de homens que creram chegou a cerca de cinco mil.
A partir de Pentecostes, surgiu um novo grupo de pessoas, os seguidores de Jesus, eventualmente chamados de “cristãos”. Este não era um novo tipo de religião, mas um conjunto distinto de pessoas que se destacavam em comparação com o mundo ao seu redor. Todos eram considerados iguais e tinham a mesma liberdade para viver e servir a Deus juntos.
Tertuliano, apologista cristão que escreveu entre os séculos II e III, registrou o que os pagãos diziam dos cristãos: “Veja como esses cristãos se amam uns aos outros”.
Como Paulo disse:
11Nisso não há grego, nem judeu, nem circunciso, nem incircunciso, bárbaro, cita, escravo, nem livre; mas Cristo é tudo, e em todos. 12Por isso, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão, e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros, e perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro. Como o Senhor vos perdoou, assim também fazei. 14E acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição.
(Colossenses 3:11-14, Bíblia Livre)
A igreja era conhecida por sua compaixão e caridade. Como lemos em Atos 4:32:
E a multidão dos que criam, era de um só coração e uma só alma; e ninguém dizia ser próprio coisa alguma de seus bens, mas todas as coisas lhes eram comuns.
(Atos 4:32, Bíblia Livre)
Cerca de 400 anos depois da crucificação de Jesus, o cristianismo se tornou a religião dominante no Império Romano. Isso só se explica pela obra de Deus: a ressurreição de Jesus e o dom do Espírito Santo. Pode surpreender saber que um crescimento semelhante ocorre em várias partes do mundo hoje, apesar de muitos alegarem que a Igreja está em declínio.
Nossa resposta a essas pessoas é: “É uma pena que você veja assim. Do meu ponto de vista, a Igreja não está morrendo! Embora seja verdade que muitas igrejas no Ocidente enfrentem dificuldades, no resto do mundo coisas incríveis estão acontecendo por meio da mensagem do Evangelho.”
- A Bíblia sempre disse que Jesus ressuscitaria
- Os discípulos foram transformados
- Saulo, o opositor, tornou-se apóstolo
- Testemunhas oculares confirmaram o fato
- O cristianismo se espalhou com rapidez
Alguns exemplos para aguçar o apetite
Na África, um em cada quatro indivíduos se identifica como cristão! De acordo com as estimativas do Pew Research Centre, se o ritmo atual de crescimento se mantiver, até 2030, 40% de toda a população africana será cristã. Uma tendência similar é observada na América do Sul, onde se estima que a igreja cristã tenha mais de 500 milhões de membros. A Ásia também está testemunhando um crescimento impressionante.
No último século, o cristianismo cresceu duas vezes mais rápido que a população do continente. Estima-se que a população cristã da Ásia, atualmente em 350 milhões, aumentará para 460 milhões até 2025. Mesmo na China, que é reconhecida como um dos lugares mais resistentes ao cristianismo no mundo, a Igreja continua a crescer. Estima-se que, em qualquer domingo, há mais cristãos adorando a Deus na China do que nos Estados Unidos!
Incentivo você a reservar um momento para pesquisar mais sobre o avanço do cristianismo ao redor do mundo. Vale o tempo investido, e você vai se surpreender com a ação de Deus em toda a terra.
Deus te abençoe.
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