1. Ideia Central:
Em um ato de profunda devoção e reconhecimento profético, Maria unge os pés de Jesus com um óleo precioso, antecipando sua morte e sepultamento, enquanto a objeção gananciosa de Judas revela a hipocrisia e o crescente antagonismo contra Jesus.
2. Principais Temas:
- A chegada de Jesus a Betânia, seis dias antes da Páscoa, na casa de Lázaro.
- A oferta de um banquete a Jesus, com Marta servindo e Lázaro à mesa.
- O ato de Maria de ungir os pés de Jesus com um perfume caro e secá-los com seus cabelos.
- A objeção de Judas Iscariotes ao custo do perfume e sua alegação de preocupação com os pobres.
- A resposta de Jesus, defendendo a ação de Maria como uma preparação para o seu sepultamento.
- A declaração de Jesus sobre a constante presença dos pobres e a oportunidade única da sua presença.
- A crescente conspiração dos principais sacerdotes para matar não apenas Jesus, mas também Lázaro, por causa do testemunho que ele proporcionava.
3. Perguntas de Fixação/Reflexão:
- Quanto tempo antes da Páscoa Jesus chegou a Betânia? Qual a importância desse momento?
- Quem ofereceu um banquete a Jesus? Quem estava presente nessa refeição?
- Qual foi o ato de Maria que chamou a atenção de todos? Qual a natureza do perfume utilizado? Qual o seu valor estimado?
- O que significa ungir os pés de alguém e secá-los com os cabelos? Qual a implicação desse ato de Maria?
- Quem expressou uma objeção ao ato de Maria? Qual foi o argumento apresentado?
- Qual era a verdadeira motivação por trás da objeção de Judas, segundo o evangelista João? O que isso revela sobre seu caráter?
- Como Jesus respondeu à objeção de Judas? Como ele interpretou a ação de Maria?
- O que Jesus quis dizer com “Deixai-a; para o dia da minha sepultura o guardou”?
- Qual a diferença que Jesus aponta entre a sua presença e a presença dos pobres? Que lição ele estava ensinando?
- Como o ato de Maria pode ser visto como um reconhecimento da messianidade e do sacrifício vindouro de Jesus?
- Por que os principais sacerdotes também planejaram matar Lázaro? Qual a razão para essa decisão?
- Como o testemunho da ressurreição de Lázaro afetava os planos dos principais sacerdotes?
- O que essa passagem nos ensina sobre a verdadeira adoração e devoção a Jesus?
- Como o contraste entre a ação de Maria e a objeção de Judas ilustra diferentes atitudes em relação a Jesus?
- De que maneira essa narrativa prenuncia a morte e o sepultamento de Jesus?
- O que podemos aprender sobre a importância de reconhecer e honrar Jesus em sua vida e em sua morte?
- Como essa passagem nos alerta contra a hipocrisia e a ganância, exemplificadas por Judas?
- De que maneira o ato de Maria pode ser visto como um ato de profecia?
- O que a reação dos principais sacerdotes nos ensina sobre a oposição ao evangelho?
- Como essa passagem nos desafia a priorizar o que é verdadeiramente importante em relação a Jesus?
- Qual o significado da afirmação de Jesus de que o ato de Maria seria contado em todo o mundo?
- De que forma essa história nos encoraja a expressar nosso amor e devoção a Jesus de maneiras práticas e significativas?
- O que a presença de Lázaro à mesa com Jesus simboliza após sua ressurreição?
- Como essa passagem nos prepara para os eventos da Semana da Paixão que se aproximam?
4. Para Entender o Texto:
a. Texto em Contexto:
Este relato ocorre seis dias antes da Páscoa, marcando o início da última semana da vida terrena de Jesus antes de sua crucificação. Ele se segue imediatamente ao complô das autoridades judaicas para matar Jesus (João 11:45-57) e precede a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (João 12:12-19). A unção em Betânia é um evento significativo que destaca a crescente tensão entre Jesus e seus oponentes, ao mesmo tempo em que revela a profunda devoção de alguns de seus seguidores. A estratégia retórica de João aqui é contrastar a verdadeira adoração e reconhecimento da identidade de Jesus com a hipocrisia e a rejeição, preparando o leitor para o sacrifício final de Cristo.
b. Esboço/Estrutura:
- Versículos 1-2: Jesus chega a Betânia e participa de um banquete na casa de Lázaro.
- Versículos 3-8: Maria unge os pés de Jesus com um perfume caro, e Jesus defende sua ação contra a objeção de Judas.
- Versículos 9-11: A reação da multidão à presença de Jesus e Lázaro, e a decisão dos principais sacerdotes de matar Lázaro.
c. Antecedentes Históricos e Culturais:
A unção com óleo perfumado era um costume comum no mundo antigo, frequentemente associado à hospitalidade, honra e preparação para o sepultamento. O nardo era um perfume extremamente caro, importado da Índia, indicando a grande estima e o valor que Maria atribuía a Jesus. A Páscoa era uma festa de grande importância para os judeus, e muitos peregrinos viajavam para Jerusalém para celebrá-la. A presença de Jesus e Lázaro em Betânia, perto de Jerusalém, atraiu muita atenção, especialmente por causa do recente milagre da ressurreição de Lázaro, que havia se tornado um testemunho poderoso da divindade de Jesus.
d. Considerações Interpretativas:
O ato de Maria de ungir os pés de Jesus, em vez da cabeça como era mais comum em atos de honra, pode indicar uma humildade e uma devoção ainda maiores. O fato de ela secar os pés de Jesus com seus cabelos era um gesto de grande intimidade e serviço. A objeção de Judas, embora aparentemente preocupada com os pobres, é revelada pelo evangelista João como sendo motivada pela sua ganância e desejo de roubar do dinheiro da bolsa dos discípulos. A resposta de Jesus defende a ação de Maria como um ato profético, reconhecendo que ela estava, de alguma forma, preparando-o para a sua morte e sepultamento iminentes. A declaração de Jesus sobre a constante presença dos pobres não diminui a importância da generosidade, mas enfatiza a oportunidade única de honrar Jesus em sua presença terrena.
e. Considerações Teológicas:
Esta passagem aborda a natureza da verdadeira adoração, a importância de reconhecer a identidade e a missão de Jesus, o contraste entre o amor sacrificial e a hipocrisia egoísta, e a soberania de Deus no cumprimento de seus planos. O ato de Maria é um exemplo de adoração genuína, caracterizada por amor, sacrifício e reconhecimento da dignidade de Cristo. A objeção de Judas revela a perversidade do pecado e a capacidade do coração humano de se enganar com motivos aparentemente nobres. A aceitação e a defesa da ação de Maria por Jesus demonstram a sua percepção da importância de sua morte e sepultamento para a redenção da humanidade. A decisão dos principais sacerdotes de matar Lázaro ilustra a profunda oposição ao testemunho da ressurreição e a extensão a que os inimigos de Cristo estavam dispostos a ir para silenciar a verdade.
5. Para Ensinar o Texto:
A ideia central desta passagem é o ato de devoção profética de Maria ao ungir Jesus, contrastado com a hipocrisia de Judas e a crescente oposição das autoridades. Podemos ensinar que:
- A verdadeira adoração envolve amor, sacrifício e reconhecimento da dignidade de Jesus.
- Devemos estar atentos à hipocrisia e à ganância em nossos próprios corações.
- É importante reconhecer e honrar Jesus em sua vida, morte e ressurreição.
- O testemunho do poder de Jesus pode gerar tanto fé quanto oposição.
- Devemos aproveitar as oportunidades para expressar nosso amor e devoção a Jesus enquanto temos a chance.
Aplicações:
- Examine seus próprios motivos ao servir a Deus e aos outros.
- Busque maneiras práticas de expressar seu amor e devoção a Jesus.
- Esteja vigilante contra a ganância e o amor ao dinheiro.
- Valorize o testemunho daqueles que experimentaram o poder de Deus.
- Não adie a oportunidade de honrar Jesus em sua vida.
6. Para Ilustrar o Texto:
- Imagine alguém que guarda uma joia preciosa por muitos anos, esperando o momento certo para oferecê-la a uma pessoa muito especial como um sinal de profundo amor e respeito. Maria ofereceu a Jesus um “tesouro” de grande valor, não por obrigação, mas por um amor transbordante e um reconhecimento da sua incomparável dignidade.
- Pense em um ator que se prepara intensamente para um papel dramático, estudando o roteiro e ensaiando repetidamente para transmitir a essência do personagem. Maria, de alguma forma, parece ter compreendido a iminente tragédia da morte de Jesus e, através de seu ato de unção, preparou-o simbolicamente para esse momento crucial.
- Considere a história de um líder que é homenageado por seus seguidores com presentes valiosos como um sinal de gratidão e lealdade. A objeção de um dos presentes, alegando que o valor dos presentes poderia ter sido usado para ajudar os pobres, soa vazia quando se considera a magnitude da pessoa que está sendo homenageada. A objeção de Judas revela uma falta de apreço pela verdadeira identidade e missão de Jesus.