Resenha: Tomando Decisões segundo a vontade de Deus

Resenha: Tomando Decisões segundo a vontade de Deus

Introdução:

O livro “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus” do pastor Heber Campos Junior desafia a noção comum de muitos cristãos sobre a descoberta da vontade de Deus. O autor argumenta que Deus não esconde a Sua vontade de nós, mas revela-a claramente através da Sua Palavra.

O pastor Heber começa abordando o desejo sincero de muitos cristãos de entender a vontade de Deus para suas vidas, um desejo que considera louvável. No entanto, ele critica a ideia de que a vontade de Deus seja um plano escondido que precisa ser desvendado, uma crença que pode levar a uma espiritualidade ansiosa e subjetiva.

A análise do autor sobre a confusão evangélica é incisiva. Ele critica os teólogos que ensinam que a vontade de Deus é algo misterioso e subjetivo, e que deve ser buscada através de experiências pessoais ao invés de uma sólida exegese bíblica.

Heber Campos Junior argumenta que buscar a vontade de Deus não deve ser uma caça ao tesouro espiritual, mas sim um processo de entender e obedecer ao que Deus já revelou na Sua Palavra. Ele enfatiza que a vontade de Deus é redentiva e segura, e que deveríamos encontrar satisfação na vontade revelada de Deus, ao invés de buscar uma vontade oculta.

Em geral, vejo muito valor na abordagem de Heber Campos Junior. Ele nos lembra que Deus é um comunicador claro e que Ele nos fornece tudo o que precisamos para viver uma vida que O glorifique. A crítica do autor ao subjetivismo e à busca ansiosa por uma vontade oculta de Deus é um lembrete útil de que a verdadeira espiritualidade não é encontrada em experiências místicas, mas sim na obediência à Palavra de Deus.

No entanto, é preciso ter cuidado para não simplificar demais a questão. Embora seja verdade que a vontade moral de Deus seja claramente revelada na Bíblia, ainda há aspectos da vontade de Deus que permanecem um mistério para nós. É nesses momentos que devemos confiar na soberania e na bondade de Deus, mesmo quando não entendemos completamente os Seus planos.

Portanto, o capítulo introdutório do livro “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus” oferece um desafio necessário e uma correção útil à compreensão popular da vontade de Deus. Ele nos chama a um compromisso mais profundo com a Palavra de Deus e a uma confiança maior na clareza da revelação divina.

Quantas vontades existem?

No segundo capítulo, Heber Campos Junior aborda a questão intrigante: “Quantas vontades existem?”. O autor se aprofunda na complexidade da vontade de Deus, explorando diversas perspectivas bíblicas e teológicas.

Campos Junior nos convida a refletir sobre a confusão que muitas vezes permeia o entendimento da vontade de Deus, especialmente no meio evangélico. Ele nos desafia a buscar um caminho bíblico, com a ajuda de teólogos do passado, para compreender a vontade de Deus de uma maneira mais precisa e contextualizada.

O autor ressalta o papel crucial da teologia histórica em nossa compreensão da vontade de Deus. Ele argumenta que muitos evangélicos são, infelizmente, ignorantes sobre a história da teologia, o que pode nos tornar mais vulneráveis a desvios teológicos. Uma compreensão mais profunda da história da teologia pode, portanto, nos fornecer uma base mais sólida para explorar a vontade de Deus.

Campos Junior destaca a complexidade da vontade de Deus, argumentando que a Bíblia usa a palavra “vontade” em diferentes sentidos. Ele observa que, assim como outras palavras bíblicas, “vontade” pode ter vários significados, dependendo do contexto. Ele sugere que, desde a Idade Média, teólogos cristãos compreenderam que a vontade de Deus é multifacetada e não pode ser reduzida a uma simples definição.

O autor explora várias distinções teológicas na vontade de Deus. Primeiro, ele distingue entre a “vontade revelada” e a “vontade secreta” de Deus. A vontade revelada de Deus se refere àquilo que Deus tornou conhecido aos seres humanos através das Escrituras e da revelação. A vontade oculta de Deus, por outro lado, se refere ao plano soberano e misterioso de Deus que está além do nosso entendimento humano.

Campos Junior também distingue entre a “vontade antecedente” e a “vontade consequente” de Deus. A vontade antecedente de Deus se refere àquilo que Deus deseja que ocorra, enquanto a vontade consequente de Deus se refere àquilo que Deus permite ou decreta que ocorra em resposta à ação humana.

Finalmente, o autor diferencia a “vontade de prazer” e a “vontade de propósito” de Deus. A vontade de prazer de Deus se refere àquilo que agrada a Deus e está de acordo com Seu caráter santo. A vontade de propósito de Deus, por outro lado, se refere ao plano soberano e providencial de Deus para o universo.

Por exemplo, Deus pode determinar (vontade de propósito) permitir o pecado e o sofrimento no mundo, mesmo que essas coisas não sejam agradáveis a Ele (vontade de prazer). No entanto, Ele permite essas coisas por um propósito maior, como a manifestação de Sua graça e misericórdia através da redenção.

Portanto, embora esses dois aspectos da vontade de Deus possam parecer distintos, eles não estão em contradição, pois ambos são verdadeiros e se originam do mesmo Deus. Isso nos ajuda a entender melhor a complexidade da vontade divina e a reconciliar as aparentes contradições em nossas vidas.

Em linhas gerais, Campos Junior nos oferece uma visão profunda e multifacetada da vontade de Deus. Ele desafia nossas concepções simplistas e nos convida a abraçar a complexidade e profundidade da vontade de Deus. Neste capítulo, sua exploração da vontade de Deus foi enriquecida por sua atenção à teologia histórica e sua disposição de se envolver profundamente com a Escritura.

Qual é a vontade do Senhor?

No terceiro capítulo, Heber Campos Junior se propõe a responder à pergunta “Qual é a vontade do Senhor?” Nesse contexto, o autor diferencia dois tipos de vontade de Deus: a “Vontade Preceptiva” e a “Vontade Decretiva“, e ainda, discute sobre a “Vontade Secreta” em contraste com a “Vontade Revelada”.

A Vontade Preceptiva, segundo Campos Junior, se refere às leis e preceitos prescritos por Deus nas Escrituras para orientar nossas vidas. Esta vontade é expressa na forma de mandamentos e diretrizes, como os Dez Mandamentos, que fornecem uma regra moral para a vida. Como o pastor explica, “A vontade preceptiva diz respeito à regra de vida para as criaturas morais”. Portanto, é dever do crente se conformar a essa vontade, vivendo de acordo com os preceitos divinos.

Por outro lado, a “Vontade Decretiva” se refere aos decretos inalteráveis de Deus que ele realizará independentemente da ação humana. Esta vontade se refere ao plano soberano de Deus para o mundo e a história, que inevitavelmente ocorrerá. Esta vontade é manifestada nos acontecimentos da história, cumprindo-se independentemente da obediência humana aos preceitos divinos. Como Campos Junior escreve: “A vontade decretiva se refere aos decretos pelos quais Deus realiza a sua história, o plano que ele tem traçado para este mundo”.

A discussão se torna ainda mais complexa quando o autor introduz a distinção entre a “Vontade Secreta” e a “Vontade Revelada” de Deus. A Vontade Secreta está relacionada aos planos soberanos de Deus que não são revelados a nós. Segundo o autor, não nos compete conhecer a Vontade Secreta de Deus e desejar conhecer o que está além da Bíblia é questionar a suficiência da mesma para guiar nossas vidas.

Por outro lado, a Vontade Revelada de Deus é aquela que foi expressa nas Escrituras. Ela inclui os preceitos e mandamentos que devemos seguir. A Vontade Revelada é tudo o que Deus queria que soubéssemos e é suficiente para uma vida agradável a Ele.

O autor finaliza este capítulo apresentando uma aplicação de Kevin DeYoung, que retrata bem seu argumento até aqui, que diz :

“Somos obcecados pelas coisas sobre as quais Deus não se manifestou e talvez nunca se manifeste. Ao mesmo tempo, gastamos pouco tempo em todas as coisas que Deus já nos revelou na Bíblia”.

Kevin DeYoung citado por Heber Campos Jr em “Tomando Decisões segundo a Vontade de Deus”

Em resumo, Campos Junior nos convida a compreender a vontade de Deus em sua complexidade e diversidade. Ele nos lembra que enquanto buscamos obedecer seus preceitos para a vida moral (Vontade Preceptiva), também devemos reconhecer e nos submeter aos seus decretos soberanos (Vontade Decretiva), mesmo que não a entendamos completamente. Além disso, devemos buscar conhecer aquilo que Deus escolheu revelar nas Escrituras (Vontade Revelada), enquanto respeitamos os limites de nossa compreensão daquilo que nos é oculto (Vontade Secreta de Deus). Essas distinções nos ajudam a navegar pela complexa questão de discernir e viver de acordo com a vontade de Deus.

Aplicando as distinções teológicas

No quarto capítulo “Aplicando as distinções teológicas”, o pastor Heber Campos Junior explora a aplicação prática das distinções teológicas referentes à vontade de Deus e como elas podem orientar nossas decisões.

O autor inicia o capítulo desafiando o preconceito moderno contra a teologia sistemática, argumentando que a teologia reformada sempre procurou ser prática e aplicável à vida dos crentes. Para o autor, a teologia não deve ser vista apenas como um campo especulativo, mas como um auxílio para a compreensão e a prática de uma vida que agrada a Deus.

Ao analisar a vontade de Deus, Campos Junior destaca duas partes importantes: a “vontade preceptiva” e a “vontade decretiva”. A “vontade preceptiva” refere-se às leis e preceitos prescritos por Deus nas Escrituras para orientar nossas vidas. Para o autor, a “vontade preceptiva” “diz respeito à regra de vida para as criaturas morais”. Portanto, como crentes, deveríamos nos esforçar para viver de acordo com esses preceitos divinos.

Por outro lado, a “vontade decretiva” de Deus se refere aos decretos inalteráveis de Deus que ele realizará independentemente de nossa ação humana. Esta vontade é algo que não podemos controlar ou mudar, mas devemos aceitar e submeter-se a ela.

Aqui, Campos Junior faz um contraponto interessante: enquanto muitos crentes buscam descobrir a “vontade decretiva” de Deus para suas vidas, o autor argumenta que devemos nos concentrar em viver de acordo com a “vontade preceptiva” de Deus. Ele escreve:

Em lugar de descobrirmos a vontade divina para, então, nos entregarmos a Deus, a Escritura nos ordena a nos oferecermos a Deus para, então, experimentarmos como a vontade de Deus é boa e agradável.

Heber Campos Jr em “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”

Esta ideia é reforçada quando Campos Junior discute a ansiedade que muitos crentes sentem em tentar descobrir a vontade de Deus para suas vidas. Ele sugere que este desejo de controlar nosso destino é resultado de nossa ansiedade e que tal sentimento é pecaminoso. Em vez de tentar descobrir os planos de Deus para nossas vidas, deveríamos nos concentrar em nos submeter à sua vontade e confiar nele.

Em suma, o capítulo “Aplicando as distinções teológicas” oferece uma visão prática e teológica sobre como compreender e responder à vontade de Deus. Campos Junior nos desafia a nos concentrar na “vontade preceptiva” de Deus e a viver de acordo com seus preceitos, em vez de buscar ansiosamente descobrir sua “vontade decretiva“. Ele nos lembra que a verdadeira sabedoria vem de entender e obedecer à vontade de Deus, e que este é o caminho para uma vida que verdadeiramente glorifica a Deus.

Orientação em Áreas Cinzas

Em continuação a segunda parte do livro, intitulada “Trilhando o Caminho da Sabedoria”, há um capítulo dedicado à “Orientação em áreas cinzas” em que o autor Heber Campos Jr. se aprofunda na teologia e na busca por orientação divina em áreas não explicitamente detalhadas nas Escrituras.

Nestas áreas cinzas, muitos crentes buscam entender a vontade de Deus para tomar decisões em questões como profissionais, afetivas, ministeriais e familiares. No entanto, como Campos Jr. destaca, essas áreas não são claramente definidas como certas ou erradas na Bíblia. Ainda assim, é importante que a escolha feita não seja vista como uma licença para agir sem restrições, mas sim que reflita o que é sagrado e o que é pecaminoso.

Campos Jr. aponta para o termo “adiáfora“, que significa “aquilo que nem é obrigatório, nem é proibido”, ‘aquilo que é moralmente indiferente’. Este termo tem sido usado para se referir a situações em que não há certo ou errado, em si mesmos. Ele enfatiza que, embora essas decisões pareçam moralmente neutras, elas podem estar ligadas a motivações pecaminosas ou não.

O autor ressalta que a Bíblia pode nos fornecer orientações gerais para tomar decisões nessas áreas cinzentas. Ele cita a Confissão de Fé de Westminster (1646), que afirma que as questões adiáforas precisam ser avaliadas “pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da Palavra”. Isso sugere que, mesmo nas situações onde a Bíblia não dá instruções explícitas, ainda podemos aplicar seus princípios gerais para orientar nossas decisões.

Campos Jr. também destaca a importância da liberdade de consciência em áreas indiferentes. Ele adverte que enquanto não podemos ferir a liberdade alheia impondo regras que refletem nossos padrões e costumes, também não podemos praticar algo sem considerar o bem-estar do próximo.

Em suma, na busca pela sabedoria para tomar decisões em áreas cinzentas, Campos Jr. nos guia a olhar para os princípios gerais da Bíblia. Ele nos encoraja a considerar não apenas o que é moralmente neutro, mas também as motivações por trás de nossas escolhas.

Perigos ao discenir a vontade de Deus

Neste capítulo, o autor Heber Campos Jr. aborda de maneira aprofundada os perigos na busca pela interpretação da vontade de Deus. A discussão se concentra em torno de quatro principais ‘perigos’: o perigo do nosso contexto religioso, o perigo dos pressupostos, os métodos perigosos de se “ouvir” a vontade de Deus e as consequências perigosas desses métodos.

Iniciando com o perigo do nosso contexto religioso, o autor destaca o impacto negativo que as características da sociedade contemporânea podem ter sobre a compreensão da vontade de Deus. Ele cita o prolongamento da fase de imaturidade e a hesitação em tomar decisões como obstáculos para a compreensão da vontade de Deus. Esta observação é respaldada pela citação de Kevin DeYoung, que aponta que “nossa geração tem demorado a se tornar adulta, tanto na maturidade quanto nos estágios da vida”.

Em relação aos pressupostos perigosos, Campos Jr. enfatiza aquela ideia nefasta de que “Deus tem um propósito para a sua vida” é geralmente interpretada como sinal de coisas boas por vir. Essa expectativa distorcida pode levar a uma busca ansiosa por um plano divino específico e secreto, resultando em angústia e indecisão. Ele adverte que “Deus está mais interessado na sua santidade do que no seu sucesso”.

No que diz respeito aos métodos perigosos de se “ouvir” a vontade de Deus, o autor destaca quatro abordagens comuns que são igualmente problemáticas: “portas abertas”, “testes” ou sinais, “versículos bíblicos aleatórios” e “impressões”. Ele critica a interpretação de ocasiões ou oportunidades como sendo Deus confirmando algo para fazermos, argumentando que tal interpretação pode resultar em escolhas equivocadas. As palavras citadas de Dennis Downing ilustram bem este ponto em que o autor pretende chegar:

Se você quer seguir algum caminho, namorar ou casar com uma determinada pessoa, ou alcançar algum objetivo, se isto for a vontade de Deus, as portas vão abrir.

Dennis Downing citado por Heber Campos Jr em “Tomando decisões segundo a vontade de Deus”

Entretanto, as oportunidades ou circunstâncias favoráveis não devem ser interpretadas como sinais certos da vontade de Deus, nem devem contradizer as ordens explícitas do Senhor. Da mesma forma, obstáculos ou “portas fechadas” não necessariamente indicam proibição divina, mas podem ser testes de caráter, fidelidade e perseverança. Portanto, a vontade de Deus não deve ser julgada com base na facilidade ou dificuldade das circunstâncias, mas na conformidade com a Palavra de Deus e na sabedoria derivada dela.

Finalmente, Campos Jr. discute as consequências nefastas desses métodos. Ele argumenta que a tentativa de entender a vontade de Deus pode levar a caminhos errados e perigosos. Ao se apoiar em métodos falhos e pressupostos equivocados, os crentes podem se desviar do verdadeiro propósito de Deus para suas vidas, que é o desenvolvimento do caráter moral e a busca pela santidade.

Buscando a direção do Senhor

No sétimo capítulo intitulado “Buscando a direção do Senhor”, o pastor Heber Campos Junior propõe quatro caminhos para buscar a direção do Senhor. Estes caminhos são: a reflexão, o aconselhamento, a suspeita e a espera. Cada um destes caminhos tem um papel significativo na busca pela compreensão da vontade de Deus.

O caminho da reflexão é o primeiro e talvez o mais importante. Campos Junior argumenta que vivemos em uma época em que a meditação na Bíblia está sendo desvalorizada. Ele insiste que devemos trazer princípios bíblicos para nossas conversas diárias e aplicá-los em nossas vidas. A reflexão é essencial para compreender a vontade de Deus, pois nos permite conectar nossas ações e pensamentos com os ensinamentos da Bíblia. Como Campos Junior escreve:

Decidir, em conformidade com a palavra de Deus, tem tudo a ver com exercícios da mente, com a ideia de ruminar em cima do texto sagrado, ponderar sobre as situações com base em princípios bíblicos.

Heber Campos Jr em “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”

O segundo caminho é o aconselhamento. Campos Junior enfatiza a importância de buscar orientação de outras pessoas maduras na fé. Ele argumenta que mesmo se estivermos aprendendo boa teologia e participando de uma igreja com pessoas de pouco estudo bíblico-teológico, não podemos ter a soberba de achar que nossa igreja não possui pessoas sábias para nos aconselhar. A perspectiva de outros pode nos ajudar a ver situações sob uma luz diferente e nos orientar na direção correta.

O terceiro caminho é a suspeita. Campos Junior argumenta que devemos estar sempre alertas para o engano que procede do nosso coração pecaminoso. Nós devemos suspeitar de nossos próprios desejos e motivações, questionando se eles estão alinhados com a vontade de Deus. Como ele escreve:

Se, no caminho da reflexão, calculamos os efeitos externos de uma decisão, no caminho da suspeita nós olhamos para as motivações internas que nos impulsionam a escolher uma coisa e não outra.

Heber Campos Jr em “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”

Por fim, o quarto caminho é a espera. Campos Junior sugere que devemos aprender a esperar pela direção de Deus. Deus tem seu próprio tempo para revelar sua vontade a nós. Precisamos ter paciência e confiar que Deus nos guiará no momento certo.

Em resumo, os quatro caminhos sugeridos por Campos Junior para buscar a direção do Senhor – reflexão, aconselhamento, suspeita e espera – são ferramentas importantes para nos ajudar a tomar decisões de acordo com a vontade de Deus. Ao aplicar esses princípios em nossa vida diária, podemos ter uma maior compreensão da direção de Deus para nossas vidas.

Aplicando a grandes áreas de decisões

No capítulo final do livro “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”, o autor, pastor Heber Campos Júnior, oferece uma reflexão profunda sobre como aplicar a sabedoria bíblica a duas grandes áreas de decisão na vida: casamento e profissão. Ao longo do capítulo, Campos Júnior argumenta que, antes de tomar decisões sábias nessas áreas, é essencial erradicar conceitos não bíblicos que possam influenciar nosso pensamento.

Em relação à profissão, o autor desmistifica a ideia de que existe apenas uma profissão na qual podemos nos encaixar. Ele afirma que “Erroneamente, fomos ensinados a achar que há apenas uma profissão na qual nós podemos nos encaixar”. Em vez disso, ele sugere que devemos estar abertos a mudanças de carreira e perceber que o espírito de trabalhar é mais importante do que a profissão que exercemos. Essa reflexão desafia a noção de que precisamos encontrar a “profissão certa” e, em vez disso, sugere que a satisfação pode ser encontrada em qualquer trabalho que exerçamos com esforço e dedicação.

Quando se trata de casamento, o pastor Heber desafia a ideia popular do “mito da pessoa certa”. Ele argumenta que esse conceito é um equívoco porque

Deus não espera que você encontre a tampa da sua panela. Ele quer que você se amolde à tampa que vier.

Heber Campos Jr em “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”

O autor encoraja os leitores a avaliarem potenciais parceiros não com base em uma suposta “alma gêmea”, mas em virtudes e valores compartilhados.

Em ambos os casos, o autor enfatiza a importância de reflexão, aconselhamento, suspeita e espera. Estes quatro caminhos, quando aplicados, podem guiar indivíduos a tomarem decisões sábias que refletem a vontade de Deus, em vez de se basearem em conceitos não bíblicos.

Em resumo, o capítulo final do livro “Tomando Decisões segundo a vontade de Deus” oferece uma perspectiva valiosa sobre como tomar decisões sábias em relação ao casamento e à profissão. Ao desafiar conceitos não bíblicos, o pastor Heber Campos Júnior nos encoraja a buscar orientação na sabedoria bíblica e a tomar decisões que reflitam a vontade de Deus.

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Uma resposta para “Resenha: Tomando Decisões segundo a vontade de Deus”

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Diego Souza

Sou ministro na Igreja Holiness e amo escrever. Graduando em Letras pela UNIVESP, com Bacharel em Teologia pela UMESP e com pós em Novo Testamento pela EST, neste blog compartilho meus pensamentos sobre a vida cristã e o cotidiano, buscando conectar a fé com o dia a dia.