A Vida de Ló

A Vida de Ló

Estudo Bíblico do Personagem Ló

Passagens sugeridas para ler:

Gênesis 11:27-31, 12:4-5, 13:1-14, 19, 2 Pedro 2:7-8

Introdução:

Neste presente estudo, veremos que Ló foi um personagem bíblico que viveu no século XX a.C. Ele era sobrinho de Abraão, o patriarca do povo judeu. Ló acompanhou Abraão em sua viagem para terra de Canaã, mas acabou se separando dele e se estabelecendo na cidade de Sodoma.

Sodoma era uma cidade corrupta e decadente, e Ló foi influenciado por seu ambiente. No entanto, Ló também era um homem de fé. Ele acreditava em Deus, e por causa disso, Deus o salvou da destruição de Sodoma.

Ló é um personagem complexo e contraditório. Ele era um homem de fé, mas também era imperfeito. Sua história é uma lição para todos nós, pois nos mostra que ninguém é perfeito e que todos nós precisamos da graça de Deus para sermos salvos.

Significado do nome:

Ló = Cobertura, véu

Ancestralidade e vida familiar:

Ló era semita. Terá era o pai de Abrão, Naor e Harã. E Harã era o pai de Ló. Ló era sobrinho de Abrão e primo de Isaque.

Quando e onde viveu:

Ló viveu na Mesopotâmia, região que compreende a atual Síria, Iraque e Turquia. Observe que o texto bíblico (Gênesis 11:31) diz que a família de Terá deixou “Ur dos Caldeus”. Os caldeus foram um grupo de povos que eventualmente estabeleceram o Império Babilônico. Há evidências de que a cidade de Ur era situada na moderna Tell el-Muqayyar, no sul do Iraque. Em seguida, a família de Terá contornou o deserto e viajou para noroeste até Harã, que fica ao norte da fronteira entre a Síria e a Turquia. Depois de algum tempo em Harã, Abrão e Ló continuaram para o sul até Canaã, que mais tarde seria chamada de Terra Prometida.

A Mesopotâmia, que compreende a atual Síria, Iraque e Turquia, foi o lar das primeiras civilizações conhecidas.

Depois do dilúvio, Babel tornou-se o centro da cultura humana. Grupos de pessoas de toda a região se reuniram lá para construir uma grande cidade. No entanto, Deus confundiu suas línguas na Torre de Babel, e eles foram dispersos.

Essas pessoas povoaram muitos assentamentos e cidades em toda a Mesopotâmia. Essas cidades-estado tinham seu próprio rei e operavam como nações independentes que muitas vezes faziam alianças regionais.

A arqueologia nos mostra que as pessoas da Mesopotâmia eram muito religiosas. As cidades-estado tinham templos onde santuários foram construídos para homenagear divindades padroeiras locais, como Innana. Templos foram construídos no topo de ziguratas para ajudá-los a serem vistos por toda a cidade e chegar o mais perto possível do céu.

Ló e Abraão viveram na Mesopotâmia por volta de 2000-2300 a.C., durante o período patriarcal bíblico.

Naquela época, os ancestrais de Israel viviam como povos nômades em tendas por toda a terra de Canaã.

Eventos em torno do seu nascimento

Formação e Ocupação:

Gênesis 13:2-7 (ARA) – Ora, Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro. E ele viajou do Neguebe até Betel até o lugar onde sua tenda estava no início, entre Betel e Ai, até o lugar onde ele havia feito um altar no primeiro. E ali Abrão invocou o nome do Senhor. E Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, rebanhos e tendas, de modo que a terra não podia suportar os dois habitando juntos; pois suas posses eram tão grandes que não podiam habitar juntas, e havia conflitos entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Naquela época, os cananeus e os perizeus habitavam a terra.

LÓ, UM EMPRESÁRIO DE SUCESSO

O texto bíblico de Gênesis 13:2-7 apresenta Ló como um homem rico e bem-sucedido. Ele possuía grandes rebanhos e manadas, o que o qualificava como um empresário de sucesso.

Ló era um homem de negócios experiente. Ele sabia como cuidar de seu gado e como negociar com outros comerciantes. Ele também era um líder capaz, pois foi capaz de liderar seus pastores em uma viagem de longa distância.

Ló era um homem de fé. Ele confiou em Deus quando foi necessário escolher entre dois caminhos. Ele também foi generoso, pois dividiu seus bens com Abrão.

Características de um empresário de sucesso

Ló demonstra várias características de um empresário de sucesso. Ele era:

  • Rico e bem-sucedido: Ló possuía grandes rebanhos e manadas, o que o qualificava como um empresário de sucesso.
  • Empreendedor: Ló era um homem de negócios experiente que sabia como cuidar de seu gado e como negociar com outros comerciantes.
  • Líder: Ló era um líder capaz, pois foi capaz de liderar seus pastores em uma viagem de longa distância.
  • Homem de fé: Ló confiou em Deus quando foi necessário escolher entre dois caminhos.
  • Generoso: Ló foi generoso, pois dividiu seus bens com Abrão.

Em resumo, Ló foi um empresário de sucesso que viveu no século 20 a.C. Ele foi um homem rico e bem-sucedido, que possuía grandes rebanhos e manadas. Ló era também um homem de negócios experiente, um líder capaz, um homem de fé e um homem generoso.

Lugar na história:

Ló, sobrinho de Abraão, é um personagem bíblico complexo. Embora ele nos é apresentado como um homem justo e piedoso, a Escritura nos diz diz que ele comete um grave pecado de incesto com suas filhas. Esse pecado leva ao nascimento de dois povos, Amon e Moabe, que se tornarão arqui-inimigos de Israel.

De acordo com o relato bíblico, Ló e suas filhas fugiram de Sodoma e Gomorra, que haviam sido destruídas por Deus. As filhas de Ló, temendo que não encontrassem maridos, embriagaram o pai e tiveram relações sexuais com ele. Dessas relações nasceram Ben-Ami, o ancestral dos amonitas, e Moabe, o ancestral dos moabitas.

Amon e Moabe eram povos nômades que viviam na Transjordânia. Eles eram considerados gentios, ou seja, não eram judeus. Os israelitas, por sua vez, consideravam-se o povo escolhido de Deus. Essa diferença religiosa e cultural gerou uma forte rivalidade entre os dois povos.

Amon e Moabe frequentemente atacaram Israel. As guerras entre esses dois povos são relatadas várias vezes no Antigo Testamento. Em uma dessas guerras, os amonitas sitiaram a cidade de Jericó. O rei Josafá, de Judá, pediu ajuda ao rei Josafá, de Israel. Juntos, eles derrotaram os amonitas e os expulsaram de Jericó.

A rivalidade entre Amon e Moabe e Israel continuou por séculos. Os dois povos lutavam pelo controle da região da Transjordânia. Essa rivalidade só terminou com a conquista romana da Palestina no século I d.C.

Características especiais:

Nenhuma mencionada.

Pontos Fracos:

1. Ló, o egoísta

Abrão e Ló eram parentes próximos e também homens muito ricos. Eles tinham tantos rebanhos que seus pastores estavam começando a entrar em conflito. Para evitar problemas, Abrão sugeriu que eles se separassem.

Abrão foi muito generoso ao dar a Ló a primeira escolha. Ele poderia facilmente ter dito a Ló para ir para um lugar específico, mas ele preferiu deixar a decisão com Ló.

Como Ló deveria ter reagido?

Ló deveria ter sido humilde e agradecido pela generosidade de Abrão. Ele deveria ter considerado cuidadosamente as opções antes de fazer uma escolha.

Aqui estão algumas respostas que Ló poderia ter dado:

  • “Obrigado pela sua gentileza, Abrão. Eu vou considerar cuidadosamente as opções antes de fazer uma escolha.”
  • “Que conselho você me dá?”
  • “Eu vou orar a Deus e pedir Sua orientação.”
  • “Eu vou conversar com minha esposa e filhos para ver o que eles acham.”
  • “Esta é uma escolha importante para o nosso futuro. Devo considerar o impacto que isso causará na minha família, na minha esposa e nos meus filhos. Por favor, me dê uma semana. Buscarei orientação do Senhor e responderei a vocês”.
Por que a escolha de Ló foi egoísta?

Ló não considerou as consequências de sua escolha. Ele simplesmente escolheu o que parecia melhor para ele, sem pensar em Abrão ou em sua própria família.

Ló também foi arrogante em presumir que Abrão estaria feliz com sua decisão. Ele não se importou em consultar Abrão ou em buscar orientação divina.

As consequências da escolha de Ló

A escolha de Ló levou a consequências desastrosas. Ele acabou indo para a cidade de Sodoma, que foi destruída por Deus. Ló e sua família foram os únicos sobreviventes.

A história de Ló é um lembrete de que é importante ser humilde e consultar a Deus antes de tomar decisões importantes.

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. (Pv 3:5-6)

Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança. (Pv 11:14)

Ló tomou uma decisão precipitada sem consultar Deus ou Abrão e pagou o preço, pois sua família foi desastrosamente afetada.

2. Influenciado pela cultura

2 Pedro 2:7-8 – e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles)

Ló é descrito neste versículo como justo, que será discutido abaixo. Vemos que ele, em sua alma justa, foi atormentado pelo que viu. Em outras palavras, Ló tinha consciência. E sua consciência estava trabalhando. Em Sodoma, a situação foi terrível. Mas Ló não se vendeu para a cultura. Ele não apoiou. Ele não concordava com isso. Isso o incomodava.

Mas ele optou por morar lá. A falta de moral da cultura afetou ele e sua família. Ele mesmo pouco pensava em entregar suas filhas solteiras para serem abusadas sexualmente. Sua esposa se apegou ao lugar maligno e saiu com relutância, voltando contra a ordem dos anjos e foi transformada em uma coluna de sal. E as filhas de Ló que partiram com ele criaram um plano depravado para engravidar do pai depois de deixá-lo bêbado.

De onde surgiu uma ideia tão perversa? Elas provavelmente testemunharam esse tipo de depravação em Sodoma. Lá, elas foram treinados para pensar pragmaticamente e não moralmente. É o tipo de coisa que seus pares estavam fazendo. A cultura impactou negativamente toda a família.

Mais tarde, Deus ordenaria aos israelitas que não vivessem juntos ou se casassem com os cananeus por causa disso mesmo (Deuteronômio 7:3).

3. Prioridades equivocadas

Gênesis 19:4-8 – ⁴ Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; ⁵ e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles. ⁶ Saiu-lhes, então, Ló à porta, fechou-a após si ⁷ e lhes disse: Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal; ⁸ tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto. (Gênesis 19:4-8)

Aqui Ló faz uma das coisas mais incompreensíveis que você pode imaginar. Ele oferece entregar suas duas filhas a uma multidão furiosa e permite que elas sejam estupradas. Por que ele conceberia tal coisa?

Ló claramente teve um caso grave de prioridades equivocadas. É evidente que ele faz isso por lealdade a um código. O código cultural que ele seguia exigia que ele protegesse, a todo custo, os hóspedes que estava hospedando em sua casa. Mas o código cultural era exatamente isso, a cultura. E a cultura em Sodoma e Gomorra era completamente distorcida. Acredito que isso nem deveria ser dito, mas vou dizê-lo de qualquer maneira. Um pai nunca deve, em circunstância alguma, permitir que os seus filhos ou filhas, sejam abusados por outros. Não há justificativa alguma para isso.

Note que Ló diz que suas filhas são virgens. Em outras palavras, ele havia protegido sua pureza durante todo esse tempo. Não que ele não se importasse com as filhas. Foi que ele erroneamente colocou uma prioridade maior sobre esses convidados.

Para refletir: O que Ló deveria ter feito?

Ló foi um homem justo, mas que cometeu erros graves. Um desses erros foi quando ele ofereceu suas filhas aos homens de Sodoma para que não molestassem os anjos que o visitavam.

Ló deveria ter percebido que não era uma escolha. Em sua casa havia anjos poderosos, mensageiros de Deus. Esses anjos poderiam ter (e protegeram) sua família de quaisquer perigos.

Mas, mais uma vez, Ló não orou e buscou ajuda de Deus. Ele olhou para a situação com sua própria perspectiva contaminada e chegou a uma decisão baseada em seu próprio raciocínio. E claramente uma falta de respeito com as mulheres alimentou esse raciocínio incorreto.

Aplicação:

Nunca é necessário pecar. A situação parecia desesperadora, mas Ló não conseguiu buscar a saída. Ele olhou para a situação como uma escolha binária, em vez de buscar outra opção, a ajuda de Deus.

Em 1 Coríntios 10:13, Deus promete que Ele sempre fornece um meio de fuga para a tentação. Muitas pessoas dizem: “Eu tive que pecar. Não havia escolha.” Há sempre uma escolha. Você não precisava cometer um pecado para evitar um suposto pecado maior.

Em vez de se concentrar no problema de sua própria perspectiva, dê um passo para trás, ore e se lance na misericórdia de Deus.

4. Demora em ouvir a advertência de Deus

¹⁵ Ao amanhecer, apertaram os anjos com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, que aqui se encontram, para que não pereças no castigo da cidade. ¹⁶ Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. (Gênesis 19:15-16)

Os anjos avisaram Ló que ele e sua família precisavam deixar rapidamente Sodoma ou eles pereceriam junto com todos os outros enquanto Deus derramava seu castigo. Mas Ló “demorou”. Ele demorou a agir.

Por que Ló demorou a responder?

Há várias possíveis explicações para o comportamento de Ló. Uma possibilidade é que ele estava em estado de choque ou confusão. Sodoma era sua cidade natal, e ele provavelmente nunca imaginou que ela seria destruída por Deus. Outra possibilidade é que Ló estava hesitante em deixar sua casa e seus bens. Ele era um homem rico, e Sodoma era uma cidade próspera.

Qualquer que seja a razão, o fato é que Ló demorou a responder aos anjos. E esse atraso poderia ter sido fatal para ele e sua família.

A misericórdia de Deus

Graças à misericórdia de Deus, Ló e sua família foram poupados. Os anjos os agarraram fisicamente e os tiraram da cidade antes que a destruição ocorresse.

Esse evento é um lembrete de que Deus é paciente e cheio de graça. Ele nos dá muitas oportunidades de arrependimento e volta e meia Ele atrasa o castigo.

Aplicação

Quando estamos em uma situação difícil, é importante lembrar da misericórdia de Deus. Ele não desistirá de nós, mesmo quando erramos. Se nos arrependermos e buscarmos a Sua ajuda, Ele nos perdoará e nos dará forças para superar qualquer desafio.

5. Falta de autocontrole manifestada através da embriaguez e do incesto (Gênesis 19:30-38)

A parte mais estranha de toda a depravação que vimos nesta história é a relação incestuosa de Ló com suas filhas. O texto descreve claramente suas filhas como iniciadoras desse ato abominável.

E, no entanto, Ló deve assumir sua parcela de responsabilidade.

Primeiro, foi em grande parte culpa de Ló por suas filhas terem ideias tão perversas. Ele deveria tê-las protegido e treinado melhor quando cresceram.

Em segundo lugar, Ló deixou-se embriagar. Beber demais foi uma escolha dele. Ninguém pode obrigar outra pessoa a ficar bêbada. Quando uma pessoa se permite ficar bêbada, ela não pode abdicar da responsabilidade por todas as más escolhas que faz enquanto está bêbada. E aqui está um caso clássico por que Deus ordena a Seu povo que não fique bêbado (Efésios 5:18). Quando uma pessoa está bêbada, sua capacidade de se controlar é muito diminuída e ela se abre para muitas tentações.

Terceiro, mesmo bêbado, Ló provavelmente tinha alguma noção do que estava acontecendo. A ideia deveria tê-lo horrorizado. Mas, em seu estado enfraquecido, cedeu à tentação.

Quarto, Ló não cometeu esse pecado apenas uma, mas duas vezes. Certamente ele deve ter acordado no dia seguinte após a primeira vez com um horrível sentimento de culpa e vergonha. E, no entanto, permitiu que o mesmo acontecesse novamente. Parece que havia alguma parte dele que participava voluntariamente desse esquema.

Pontos fortes:

1. Hospitalidade

Gênesis 19:1-3 – ¹ Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra. ² E disse-lhes: Eis agora, meus senhores, vinde para a casa do vosso servo, pernoitai nela e lavai os pés; levantar-vos-eis de madrugada e seguireis o vosso caminho. Responderam eles: Não; passaremos a noite na praça. ³ Instou-lhes muito, e foram e entraram em casa dele; deu-lhes um banquete, fez assar uns pães asmos, e eles comeram. (Gênesis 19:1-3)

Aqui, finalmente, testemunhamos um aspecto positivo de Ló: sua hospitalidade. Ao viver em Sodoma por um período, ele estava ciente dos riscos que os estranhos corriam ao dormir ao ar livre. Ló estava determinado a protegê-los. Mesmo após terem recusado seu convite inicial, ele insistiu. Ló poderia ter se resignado, mas sua consciência o impeliu a fazer tudo em seu poder para assegurar a segurança deles.

Este ato de Ló nos remete a Hebreus 13:2: “Não se esqueçam da hospitalidade; pois, graças a ela, alguns, sem o saber, hospedaram anjos.”

Observamos que Ló não se rendeu completamente à cultura de Sodoma. Ele não a adotou nem fechou os olhos para ela. Os versículos destacam que, à sua maneira, ele resistiu a ela.

No entanto, o desafio é imenso. Resistir à intensa pressão social é uma tarefa árdua para qualquer indivíduo.

Atividade proposta:

Escolha uma pessoa em seu grupo de estudo bíblico para ficar em uma cadeira. E outra pessoa está no chão. A pessoa na cadeira deve tentar levantar a pessoa do chão para a cadeira e a pessoa no chão deve tentar puxar a da cadeira para o chão.

O que você acha que vai acontecer? A que está no chão tem uma grande vantagem, a gravidade. É como a luta entre crentes e descrentes. É muito mais fácil para um crente ser tentado e baixar seus padrões do que para um descrente ser “puxado” de seu pecado para um padrão mais elevado.

2. Atendeu ao aviso e deixou Sodoma

Ló finalmente deixou a cidade. Ele teve que ser praticamente arrastado, mas foi com os anjos (Gênesis 19:16-17). É provavelmente verdade que nenhuma outra pessoa em toda Sodoma teria ouvido o aviso e saído. Mas Ló conseguiu. Ele acreditou nos anjos.

3. Justo

2 Pedro 2:7-8 – ⁷ e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados ⁸ (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles). (2 Pedro 2:7,8)

Lemos sobre a vida de Ló. A cultura da cidade em que vivia o influenciou. Quando os anjos estavam hospedados com ele, ele ofereceu suas filhas para serem abusadas sexualmente pelos homens da cidade. Mais tarde, embriagado, ele mesmo cometeu incesto com elas. Então, você pode indagar: Como um homem assim pode ser chamado de justo? Tenho certeza que este não é um homem para quem você vai olhar e pensar: “Uau, esse cara foi justo!”.

Claramente não era uma justiça própria. Ló é um lembrete de que ninguém tem justiça de si mesmo. A justiça de Ló foi-lhe imputada da mesma forma que a de Abraão e isto é através da fé.

Romanos 4:3 – ³ Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. (Romanos 4:3)

Ló acreditou em Deus, e, por causa de sua fé, Deus o salvou. Ele não era um homem perfeito ou mesmo próximo disso. Sua conduta foi influenciada pelas pessoas com quem conviveu. Mas enquanto eles se vendiam a perseguir e desfrutar do pecado, Ló claramente tinha uma luta interna com ele. Pedro diz que seus atos estavam “atormentando sua alma justa”.

Nenhum de nós pode pretender estar completamente separado da sociedade em que vivemos. Nós também cometemos erros tolos e cometemos pecados terríveis.

Mas o fato de que as Escrituras inspiradas o chamam de justo é uma lição importante para nós sobre de onde vem a justiça. De maneira semelhante, nós também podemos ser justos diante de Deus, não por causa de nossas próprias obras, mas porque Ele nos imputa isso em Sua abundante graça e misericórdia.

Atos e eventos importantes:

Ancestral dos moabitas e amonitas (Gênesis 19:36-38).

Como ele morreu:

Sem informações.

Lições da vida de Ló

1. O companheiro dos insensatos

Provérbios 13:20 – ²⁰ Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau. Provérbios 13:20

Ló é praticamente um estudo de caso desse mesmo verso. Teve a oportunidade de escolher onde moraria e com quem se associaria. Ló poderia ter escolhido um lugar perto de Abraão. Ele poderia ter mantido laços estreitos com o pai da fé e continuado a aprender e seguir o exemplo desse gigante da fé. Em vez disso, ele escolheu viver entre uma das, se não a mais, sociedades na história do mundo. Não é surpresa, então, que ele e sua família tenham sofrido grandes danos.

Aplicação: Escolha seus amigos e os amigos de seus filhos sabiamente. É importante também se cercar de companheiros sábios. Isso significa juntar-se a uma igreja forte crente na Bíblia. Em seguida, tome a iniciativa de fazer amizades próximas e piedosas.

2. Os pecados de um pai afetam toda a família

Ló tomou a decisão de se estabelecer em Sodoma, levando consigo toda a sua família. Não há registros de que ele tenha buscado a opinião de sua esposa ou filhos. Ainda que tivesse feito isso, a decisão final era sua. Reflitamos sobre as consequências devastadoras dessa escolha para sua família.

Seus filhos casados pereceram no julgamento de Sodoma e Gomorra. Há uma possibilidade de que suas almas não tenham encontrado salvação.

Sua esposa, tragicamente, tornou-se a única pessoa na história a ser transformada em uma estátua de sal. Ela também encontrou seu fim. E, assim como seus filhos, pode não ter alcançado a redenção.

As filhas solteiras de Ló foram corrompidas, cometendo atos de incesto. É provável que tenham vivido com o peso da culpa e da vergonha, e seus descendentes deram origem a nações que se desviaram do caminho correto. Esperamos sinceramente que, em algum momento, tenham buscado o arrependimento.

Tais tragédias poderiam ter sido evitadas se Ló tivesse feito uma escolha mais ponderada quando Abraão lhe deu a opção de escolher sua terra. Ló foi atraído pelas riquezas terrenas, e, embora mantivesse sua fé em Deus, essa relação não estava no centro de suas prioridades.

Hoje, muitos pais caem em armadilhas semelhantes. Optam pelo trabalho e carreira, muitas vezes negligenciando a família. Alguns se mudam em busca de melhores oportunidades, deixando entes queridos para trás. Outros se tornam tão imersos em suas profissões que se distanciam emocionalmente. Priorizam horas extras ao invés de momentos de reflexão e fé. A dedicação à leitura da Bíblia e às práticas devocionais é deixada de lado devido à rotina agitada. Onde estão esses pais? Por que a salvação eterna de seus filhos não é levada em consideração ao tomar decisões? Por que trocar a eternidade por riquezas efêmeras?

Reflexão para os pais: Estão fazendo o máximo para guiar sua família no caminho da retidão? O que podem fazer para reajustar suas prioridades e valores? O que vocês podem fazer nesta semana para voltar aos trilhos?

3. Narrativa bíblica de registro de pecados não é igual a perdoá-los

Durante a elaboração deste estudo, deparei-me com uma questão: “A história de Ló endossa o incesto?” A resposta é um inequívoco “não”.

Grande parte da Bíblia é composta por narrativas. Isso indica que os autores bíblicos estão relatando eventos que realmente ocorreram. Ao documentar esses acontecimentos, nem sempre eles expressam juízos de valor sobre a moralidade dos atos descritos. No caso de Gênesis, o autor está simplesmente narrando os eventos tal como se desenrolaram. Para discernir a ética por trás desses relatos, devemos recorrer ao contexto mais amplo das Escrituras. E, sem dúvida, o ocorrido é retratado como pecaminoso, visto que a lei mosaica condena o incesto.

A inclusão de histórias como a de Ló na Bíblia atesta sua autenticidade. Se os autores bíblicos estivessem meramente inventando narrativas, provavelmente teriam optado por retratar-se e a suas linhagens de forma mais lisonjeira. Os pecados não seriam expostos, mas sim ocultados. Deus assegurou que a natureza humana fosse retratada em sua realidade, pois essas falhas humanas sublinham, repetidas vezes, nossa necessidade de redenção e de um Salvador.

4. A graça de Deus na história de Ló

A principal lição que extraímos desta narrativa é a manifesta graça de Deus. Ló e sua família não demonstram méritos que justifiquem a misericórdia divina. Contudo, Deus a estende a eles repetidas vezes. Abraão intercedeu para que, caso dez justos fossem encontrados em Sodoma, a cidade fosse poupada (Gênesis 18:16-33). Embora esses dez justos não tenham sido identificados, Ló foi reconhecido como tal, e sua família foi salva.

O simples fato de Ló ser designado como “justo” é um testemunho eloquente da graça de Deus. Sua justiça não era intrínseca, mas, assim como Abraão, foi-lhe atribuída pela fé.

E, maravilhosamente, Deus age conosco da mesma maneira. Podemos ser tentados a julgar Ló severamente, mas quantas vezes somos nós mesmos excessivamente moldados pela cultura ao nosso redor? Pecados como adultério e pornografia encontram-se presentes até mesmo entre os fiéis. Quantas vezes priorizamos bens materiais em detrimento de nossa relação com Deus?

Não somos isentos de culpa. Não somos intrinsecamente justos. Não nos destacamos em retidão mais do que Ló. Mesmo assim, Deus nos concede perdão. Ele nos envolve com Sua misericórdia, assim como fez com Ló, atribuindo-nos a justiça de Cristo, que não merecemos.

Portanto, ao refletirmos, percebemos que esta não é apenas uma história sobre os erros de Ló e suas consequências. É uma narrativa sobre a graça inexaurível de Deus para com os pecadores. E essa é a mensagem que ecoa por toda a Bíblia e ressoa em nossas vidas diariamente.


Referências: Software Bíblico Logos, Software MySword, BibleStudy.org, Encyclopedia Britannica

Organizado por Diego Gonçalves

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Diego Souza

Sou ministro na Igreja Holiness e amo escrever. Graduando em Letras pela UNIVESP, com Bacharel em Teologia pela UMESP e com pós em Novo Testamento pela EST, neste blog compartilho meus pensamentos sobre a vida cristã e o cotidiano, buscando conectar a fé com o dia a dia.