Gn 1:1-31 – Comentário

Gn 1:1-31 – Comentário

Introdução:

Com uma origem etimológica que remonta ao grego, a palavra “Gênesis” carrega consigo o significado de “o livro das origens ou das gerações”. Essa designação é apropriada, pois esta obra bíblica abarca relatos primordiais sobre a criação de todas as coisas. Com uma antiguidade incomparável, o livro de Gênesis se sobressai como um dos testemunhos mais remotos e abrangentes de nossa história.

Destarte, destacamos que não há outra narrativa que rivalize em termos de antiguidade ou coesão com as informações encontradas nesse venerado compêndio. Pelo contrário, encontramos uma notável harmonia entre os relatos presentes em Gênesis e aqueles encontrados em escritos pagãos de tempos imemoriais como o Enuma Elish (o mito da criação babilônico), bem como nos costumes e tradições de diferentes nações.

Cumpre salientar que, além do grego, encontramos evidências linguísticas, como na língua siríaca, que corroboram as informações contidas no livro. A convergência desses registros históricos oferece uma base sólida para a autenticidade das narrativas presentes em Gênesis.

Resumo da passagem:

No primeiro capítulo do livro de Gênesis, somos apresentados a uma descrição concisa, porém poderosa, da obra da criação realizada por Deus. Cada verso revela uma parte essencial desse magnífico ato divino. Vamos explorar sucintamente cada um desses momentos de maneira mais aprofundada:

Versículos 1-2: Deus cria os céus e a terra
Nesses versículos iniciais, somos confrontados com a grandiosidade da ação divina. Deus, em Sua soberania e poder, dá origem ao universo, trazendo à existência os céus e a terra.

Versículos 3-5: A criação da luz
Nessa etapa, Deus separa a luz das trevas, trazendo a luz para iluminar o mundo que Ele criou. Essa separação é um símbolo poderoso que nos lembra que Deus é a fonte de toda a luz e verdade.

Versículos 6-13: Deus separa a terra das águas – Faz frutífera a terra
Aqui, presenciamos a separação das águas, com a criação de espaços distintos para as águas acima e abaixo. Além disso, Deus concede à terra a capacidade de produzir vida e se tornar um ambiente fértil.

Versículos 14-19: Deus forma o sol, a lua e as estrelas
Deus, em Sua sabedoria, estabelece os astros celestiais para governar o dia e a noite. O sol, a lua e as estrelas são ordenados por Ele para marcar os tempos e as estações, conferindo ordem e beleza ao cosmos.

Versículos 20-25: Deus cria os animais
Nesse momento da criação, Deus dá vida a uma diversidade de criaturas, desde as aves do céu até os animais terrestres e marinhos. Cada uma delas é uma expressão da Sua imaginação criativa.

Versículos 26-28: O homem, criado à imagem de Deus
A culminação da obra da criação é a formação do ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus. Esse ato especial destaca a posição singular e o propósito elevado que o homem possui no plano divino.

Versículos 29-30: Designação dos alimentos
Deus, em Sua bondade, provê ao homem a orientação sobre os alimentos que podem ser desfrutados. Essa provisão revela o cuidado e a preocupação de Deus com as necessidades humanas.

Versículos 31: Finalização e aprovação da obra da criação
Ao concluir Sua obra, Deus olha para tudo o que foi feito e declara que é muito bom. Cada aspecto da criação reflete a perfeição e a sabedoria do Criador.

Texto Comentado Versículo por Versículo

Versão da Bíblia Sagrada Utilizada: Bíblia Livre (BL)

1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
2 E a terra estava desordenada e vazia, e as trevas estavam sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Comentário Bíblico dos versículos 1 e 2: ☜ (clique)

Os primeiros versículos do livro de Gênesis nos fornecem um relato essencial e proveitoso sobre a origem da terra e dos céus. A simplicidade da fé cristã nos permite compreender essa verdade de forma mais clara do que as especulações elaboradas pelos eruditos. A observação do céu e da terra nos ensina sobre o poder do grande Criador. Quando reconhecemos que fomos criados como seres humanos, devemos lembrar do nosso dever cristão de manter nossos olhos voltados para o céu, enquanto nossos pés caminham sobre a terra. O Filho de Deus, em perfeita comunhão com o Pai, estava presente quando o mundo foi criado. Na verdade, muitas vezes nos é dito que o mundo foi criado por meio dele e que nada foi feito sem a sua participação. Devemos ter pensamentos elevados em relação ao Deus supremo que adoramos e ao grande Mediador em cujo nome oramos.

Aqui, já no início deste texto sagrado, encontramos uma menção do Espírito Divino, cujo trabalho no coração humano é frequentemente mencionado em outras partes da Bíblia. É importante observar que, no princípio, não havia nada atraente para se ver, pois o mundo estava sem forma e vazio; era um caos desolado. De maneira semelhante, a obra da graça na alma é uma nova criação. Em uma alma sem a graça regeneradora, há desordem, confusão e uma inclinação para o mal. Essa alma está vazia de todo bem, pois está separada de Deus e é envolta em trevas. Esse é o nosso estado natural até que a graça do Todo-Poderoso realize uma transformação em nós.

3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:3-5 ☜ (clique)

O poder da palavra de Deus se manifesta de forma notável neste trecho das Escrituras. Deus, em Sua soberania, ordenou: “Haja a luz”, e imediatamente a luz surgiu. É impressionante como a simples palavra do Senhor trouxe à existência um elemento tão fundamental e indispensável.

Nesse contexto, é importante notar que, assim como na nova criação espiritual, onde a luz é o primeiro elemento a ser levado à alma, a iluminação divina também se estende ao entendimento humano. Aqueles que anteriormente estavam imersos nas trevas do pecado e ignorância, através da graça de Deus, são transformados em portadores de luz, encontrando sua identidade e propósito no Senhor.

É evidente que Deus, ao separar a luz das trevas, revela Sua natureza santa e o contraste incompatível entre esses elementos. A luz simboliza a pureza, a verdade e a vida, enquanto as trevas representam o pecado, a falsidade e a morte. Não há comunhão entre a luz e as trevas; são opostos absolutos.

Devemos aprender com essa separação divina e buscar viver em consonância com a luz. Nos céus, onde a presença de Deus é plena, há uma perfeita e gloriosa luz. Por outro lado, no inferno, a escuridão é total, sem um raio sequer de luz.

Aplicando essa lição espiritual em nossas vidas diárias, reconhecemos que tanto o dia quanto a noite são dons do Senhor. Devemos dedicar cada dia ao trabalho em prol de Sua glória e descansar Nele durante a noite. Além disso, é fundamental meditar em Sua lei constantemente, tanto de dia quanto de noite, para que possamos caminhar na luz e nos guiar pelos princípios divinos.

4 E viu Deus que a luz era boa: e separou Deus a luz das trevas.
5 E chamou Deus à luz Dia, e às trevas chamou Noite: e foi a tarde e a manhã o primeiro dia.
6 E disse Deus: Haja expansão em meio das águas, e separe as águas das águas.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:6-13 ☜ (clique)

No relato da criação, observamos que a terra inicialmente estava desolada e vazia, mas através da palavra de Deus, ela foi preenchida com as riquezas e abundâncias que são exclusivamente Suas. Embora Deus permita que o homem desfrute dessas bênçãos, devemos reconhecer que elas pertencem a Ele e devem ser utilizadas para o Seu serviço e para a Sua glória.

É notável como, mediante o mandado divino, a terra produz diversas formas de vida vegetal, como ervas, grãos e frutos. Essa fecundidade da natureza é um lembrete constante de que toda a provisão que recebemos do solo é um presente de Deus. Devemos, portanto, oferecer a Ele a glória e a gratidão por tudo o que colhemos e desfrutamos.

Além disso, essa passagem nos convida a refletir sobre o nosso relacionamento com Deus. Se verdadeiramente temos um interesse sincero nEle, reconheceremos que Ele é a Fonte de toda a graça e misericórdia. Portanto, mesmo quando enfrentamos momentos de escassez ou quando as bênçãos temporais parecem secar, devemos nos alegrar e encontrar consolo no fato de que Deus continua sendo o provedor supremo e fonte de vida eterna.

7 E fez Deus a expansão, e separou as águas que estavam debaixo da expansão, das águas que estavam sobre a expansão: e foi assim.
8 E chamou Deus à expansão Céus: e foi a tarde e a manhã o dia segundo.
9 E disse Deus: Juntem-se as águas que estão debaixo dos céus em um lugar, e descubra-se a porção seca: e foi assim.

10 E chamou Deus à porção seca Terra, e à reunião das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente; árvore de fruto que dê fruto segundo a sua espécie, que sua semente esteja nela, sobre a terra: e foi assim.

12 E produziu a terra erva verde, erva que dá semente segundo sua natureza, e árvore que dá fruto, cuja semente está nele, segundo a sua espécie; e viu Deus que era bom.
13 E foi a tarde e a manhã o dia terceiro.
14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus para separar o dia e a noite: e sejam por sinais, e para as estações, e para dias e anos;

Comentário Bíblico – Gênesis 1:14-19 ☜ (clique)

Neste trecho da narrativa da criação, o livro de Gênesis descreve o quarto dia do trabalho divino, no qual Deus criou o sol, a lua e as estrelas. O autor Matthew Henry em seu Comentário Bíblico de Gênesis ressalta que todas essas maravilhas celestiais são obra de Deus, fruto do Seu poder criativo.

Ao abordar a criação das estrelas, ele destaca que as Escrituras não se aprofundam em detalhes sobre sua quantidade, natureza, lugar, tamanho ou movimentos. Isso ocorre porque o propósito das Escrituras não é satisfazer nossa curiosidade ou transformar-nos em astrônomos, mas sim conduzir-nos a Deus e edificar-nos espiritualmente.

As luzes celestiais foram criadas com o propósito de servir a Deus, e o fazem fielmente, brilhando no momento certo, sem falhar. O autor nos chama a refletir sobre nossa função como luzes neste mundo. Somos chamados a servir a Deus, assim como as estrelas servem a Ele. No entanto, devemos questionar se estamos respondendo adequadamente ao propósito para o qual fomos criados.

Infelizmente, o comentário aponta que nem sempre brilhamos diante de Deus como as estrelas brilham diante de nós. Embora façamos uso da criação do nosso Senhor, muitas vezes nos importamos pouco com a obra do nosso Mestre. Somos chamados a refletir e avaliar se estamos vivendo de acordo com o propósito para o qual fomos criados, buscando servir a Deus e brilhar Sua luz neste mundo.

15 E sejam por luminares na expansão dos céus para iluminar sobre a terra: e foi.
16 E fez Deus os dois grandes luminares; o luminar maior para que exerça domínio no dia, e o luminar menor para que exerça domínio na noite; fez também as estrelas.
17 E as pôs Deus na expansão dos céus, para iluminar sobre a terra,
18 E para exercer domínio no dia e na noite, e para separar a luz e as trevas: e viu Deus que era bom.
19 E foi a tarde e a manhã o dia quarto.
20 E disse Deus: Produzam as águas répteis de alma vivente, e aves que voem sobre a terra, na aberta expansão dos céus.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:20-25 ☜ (clique)

Nestes versículos, somos introduzidos a um aspecto notável da obra criativa de Deus. Ele ordenou que os peixes e as aves fossem criados, e Ele mesmo executou essa ordem. É importante ressaltar que, mesmo que o texto não mencione explicitamente, podemos inferir que os insetos também foram criados nesse dia, pois são seres vivos igualmente curiosos e numerosos, ocupando um papel essencial na complexa teia da vida.

Ao contemplarmos a diversidade de criaturas que habitam a terra, maravilhamo-nos com a sabedoria e o poder do Criador. Desde as formigas, com sua organização notável e trabalho diligente, até os elefantes, majestosos em sua imponência, vemos a manifestação da grandeza divina em cada ser criado. Cada criatura, por menor ou maior que seja, reflete a habilidade criativa de Deus e testemunha sua infinita sabedoria.

Além disso, é relevante notar que a providência divina abrange todas as coisas. O poder de Deus não apenas deu origem a todas as criaturas, mas também as sustenta. A fertilidade e a abundância que vemos na natureza são manifestações da bênção de Deus, que, em sua provisão, permite que cada ser cumpra seu propósito e contribua para a harmonia do ecossistema.

21 E criou Deus as grandes criaturas marinhas, e toda coisa viva que anda arrastando, que as águas produziram segundo a sua espécie, e toda ave de asas segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.
22 E Deus os abençoou dizendo: Frutificai e multiplicai, e enchei as águas nos mares, e as aves se multipliquem na terra.
23 E foi a tarde e a manhã o dia quinto.
24 E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo a sua espécie, animais e serpentes e animais da terra segundo sua espécie: e foi assim.

25 E fez Deus animais da terra segundo a sua espécie, e gado segundo a sua espécie, e todo animal que anda arrastando sobre a terra segundo sua espécie: e viu Deus que era bom.
26 E disse Deus: Façamos ao ser humano à nossa imagem, conforme nossa semelhança; e domine os peixes do mar, e as aves dos céus, e os animais, e toda a terra, e todo animal que anda arrastando sobre a terra.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:26-28 ☜ (clique)

No relato da criação, somos apresentados ao momento em que Deus decidiu criar o ser humano, concedendo-lhe um lugar especial e único na ordem da criação. Henry ressalta que a criação do homem foi tanto uma honra quanto um favor divino. Embora tenha sido feito no mesmo dia que outros animais, o homem foi criado de forma distinta. Seu corpo foi formado da mesma terra que as demais criaturas, compartilhando uma ligação física com elas. No entanto, enquanto habita neste corpo, o homem é chamado a não se comportar como os animais, mas a buscar uma vida digna e honrosa, não se entregando aos desejos meramente carnais.

É interessante observar que o homem foi criado para ser uma criatura diferente de todas as outras. Nele, a carne e o espírito, o céu e a terra se encontram em harmonia. Deus afirmou: “Façamos o homem”, indicando a intenção de que o ser humano fosse uma expressão da glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo. De fato, é nesse grandioso projeto humano que encontramos a base para o nosso próprio batismo, pois é através desse grande homem que recebemos a oportunidade de sermos reconciliados com Deus.

A ênfase está na alma do homem, que foi especialmente moldada à imagem de Deus. Nos primeiros momentos da criação, o homem possuía uma mente clara, capaz de compreender e discernir as coisas divinas. Sua vontade estava em perfeita harmonia com a vontade de Deus, seus afetos eram puros e não havia lugar para desejos malignos ou paixões desordenadas. Seus pensamentos eram facilmente elevados a temas sublimes e permaneciam fixos neles. Nesse estado santo e feliz, nossos primeiros pais existiam quando refletiam a imagem de Deus em sua essência.

No entanto, é evidente como a imagem de Deus no homem foi distorcida e desfigurada pelo pecado. Através da graça divina, devemos almejar uma renovação dessa imagem em nossas almas. Que o Senhor, em Sua misericórdia, trabalhe em nós, restaurando-nos à semelhança de Sua imagem original, capacitando-nos a refletir Seu caráter santo e glorioso neste mundo. Que possamos ser gratos por essa oportunidade e buscar incessantemente a transformação espiritual por meio da obra regeneradora do Espírito Santo em nós.

27 E criou Deus o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
28 E Deus os abençoou; e disse-lhes Deus: Frutificai e multiplicai, e enchei a terra, e subjugai-a, e dominai os peixes do mar, as aves dos céus, e todos os animais que se movem sobre a terra.

29 E disse Deus: Eis que vos dei toda erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente, vos será para comer.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:29-30 ☜ (clique)

Nesses versículos, somos apresentados à provisão graciosa de Deus para a humanidade. Ele designou as ervas e as frutas como alimento para o homem, incluindo o grão e todos os produtos que a terra generosamente produz. Aqui, encontramos um princípio importante: confiar na provisão divina e descansar em Sua fidelidade.

O povo de Deus é incentivado a lançar suas preocupações sobre Ele, a colocar sua carga nas mãos do Criador. Ao fazermos isso, somos libertados da ansiedade em relação ao que comeremos ou beberemos. Pois assim como o Pai celestial cuida das aves do céu, Ele também cuidará ternamente de Seus filhos.

A referência às aves do céu nos lembra da fidelidade de Deus em prover para todas as criaturas. Ele alimenta as aves, suprindo suas necessidades básicas. Seu cuidado amoroso é evidente no fato de que nem mesmo um passarinho é deixado passar fome. Se Ele é capaz de cuidar com tanto zelo das aves, quanto mais não cuidará daqueles que são criados à Sua imagem?

Esses versículos nos convidam a confiar em Deus, sabendo que Ele é o provedor perfeito. Devemos aprender a lançar nossas preocupações sobre Ele, reconhecendo que Ele é capaz e disposto a suprir todas as nossas necessidades. Assim como as aves confiam na provisão divina, podemos descansar em Sua fidelidade e cuidado, sabendo que Ele nos sustentará abundantemente. Que possamos cultivar uma confiança inabalável em Deus, sabendo que Ele nunca nos deixará passar fome.

30 E a todo animal da terra, e a todas as aves dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida, toda erva verde lhes será para comer: e foi assim.
31 E viu Deus tudo o que havia feito, e eis que era bom em grande maneira. E foi a tarde e a manhã o dia sexto.

Comentário Bíblico – Gênesis 1:31 ☜ (clique)

O versículo 31 do primeiro capítulo do livro de Gênesis nos traz uma reflexão profunda sobre a avaliação das obras de Deus. Quando examinamos nossas próprias obras, muitas vezes somos confrontados com a vergonha de reconhecer que grande parte delas é manchada pelo pecado e imperfeição. Contudo, quando Deus contemplou Sua própria obra, Ele viu que tudo era muito bom. Cada detalhe estava de acordo com a vontade e propósito do Criador.

Essa afirmação nos leva a uma profunda adoração e louvor ao Senhor. Todas as Suas obras, em todas as esferas de Sua soberania, proclamam Sua bênção. Como resultado, nossa alma é convidada a bendizer ao Senhor, reconhecendo Sua grandeza e bondade manifestadas em Sua criação.

Além disso, esse versículo também nos conduz a uma reflexão sobre o evangelho de Cristo. É através do evangelho que somos resgatados da nossa condição pecaminosa e reconciliados com Deus. Ao considerar o poder onipotente de Deus revelado no evangelho, somos instigados a fugir da ira vindoura e buscar refúgio na salvação proporcionada por Jesus Cristo.

Somente quando somos regenerados e transformados à imagem de Deus, em santidade, podemos antegozar a promessa dos “novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça”. Essa esperança nos motiva a viver em conformidade com a vontade de Deus, confiando em Sua obra redentora em nossas vidas.

Que esse versículo nos inspire a enaltecer a grandeza do Senhor, a buscar Sua salvação e a viver de acordo com os princípios divinos, aguardando com expectativa o cumprimento final de Suas promessas. Que sejamos gratos por Sua obra maravilhosa e busquemos glorificá-Lo em todas as áreas de nossa existência.

Escrito e organizado por Diego Gonçalves.


RECURSOS UTILIZADOS:

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry Obra Completa – CPAD

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, http://sites.google.com/site/biblialivre/ – fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil (http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/). Reprodução permitida desde que devidamente mencionados fonte e autores.


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Diego Souza

Sou ministro na Igreja Holiness e amo escrever. Graduando em Letras pela UNIVESP, com Bacharel em Teologia pela UMESP e com pós em Novo Testamento pela EST, neste blog compartilho meus pensamentos sobre a vida cristã e o cotidiano, buscando conectar a fé com o dia a dia.