Hc 1.12-2.5 – Sermão: Deus é Justo?

Hc 1.12-2.5 – Sermão: Deus é Justo?

INTRODUÇÃO:

Habacuque enfrenta três grandes indagações, as mesmas que muitas pessoas se fazem hoje: “Deus se importa comigo? Deus é justo? Deus está presente ao meu lado?” no estudo passado, refletimos sobre a primeira questão: “Deus se importa comigo?” Agora, avançamos para a segunda: “Deus é justo?” Para isso, analisamos os versículos 1:12 a 2:5, mas começaremos focando em apenas 1:12-13. (Segue a leitura de Habacuque 1:12-13 e uma oração.)

Ó SENHOR, meu Deus, meu Santo, tu que és eterno certamente não planejas nos exterminar! Ó SENHOR, nossa Rocha, enviaste os babilônios para nos disciplinar, como castigo por nossos pecados. Mas tu és puro e não suportas ver o mal e a opressão; permanecerás indiferente diante desses traiçoeiros? Ficarás calado enquanto os perversos engolem os que são mais justos que eles? (Habacuque 1:12-13)

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Você já se perguntou se Deus é realmente justo? Talvez algo ruim tenha acontecido e você tenha se questionado: “Isso não é justo, Deus!” Realmente, muitas vezes, a vida parece injusta. Essa é uma lição que eu costumava compartilhar com meus filhos quando eram mais novos. Eles reclamavam de alguma situação e eu lhes explicava: “Sinto muito, mas nem sempre a vida é justa.”

No entanto, reconhecer que a vida é injusta é bem diferente de afirmar que Deus é injusto. É possível aceitar a injustiça do mundo. Afinal, sou falho, vivo num mundo marcado pelo pecado e estou rodeado por outras pessoas também falhas. Portanto, é natural que a vida nem sempre seja justa. Mas, questionar se “Deus é justo?” é uma indagação muito mais profunda.

No estudo anterior, abordamos a questão: “Deus se importa?” Habacuque observou a violência e a injustiça em Judá e duvidou se Deus notava ou se importava. Deus respondeu que sim, Ele vê e se importa, e que estava levantando os babilônios com um propósito específico – punir Judá por seus pecados não arrependidos.

Mas a resposta de Deus trouxe um novo dilema para Habacuque. Sim, Judá estava pecando e sem arrependimento. Mas os babilônios eram ainda piores! Como Deus poderia usar uma nação mais ímpia para julgar outra menos ímpia?

Na primeira parte, Habacuque questionou o problema do mal no mundo. Agora, ele enfrenta a questão da justiça de Deus. Diante do mal, ele perguntou: “Deus se importa?” Agora, diante do julgamento divino, surge outra dúvida: “Deus é justo?”

Essa reflexão é comum até hoje. As duas grandes questões que as pessoas fazem sobre Deus são: 1) “Como um Deus amoroso permite o mal no mundo?” e 2) “Como um Deus amoroso pode punir as pessoas por seus pecados?” São as versões modernas das dúvidas de Habacuque: “Deus se importa?” e “Deus é justo?”

O que muitos não percebem é que a segunda pergunta responde a primeira. Deus é amoroso e se preocupa com o mal no mundo. Isso é evidente pelo fato de que Ele julgará todo mal e pecado. Deus é amoroso e justo, ou seja, Ele se importa e é justo.

No caso de Habacuque, ele não questionava o direito de Deus de julgar, mas sim o método. Como Deus poderia usar os babilônios, ainda mais ímpios, para julgar Judá? Não seria mais lógico julgar os babilônios? Estaria Deus agindo justamente?

I. A Queixa de Habacuque: Como Deus Pode Usar os Babilônios para Punir o Povo de Judá? (1:12-17)

A primeira parte da queixa de Habacuque gira em torno da questão: “Como Deus pode usar os babilônios para punir o povo de Judá?” Habacuque divide seu argumento em três pontos principais, cada um representando uma crença sólida, porém, ele se vê confuso em como reconciliar essas crenças simultaneamente.

A. Deus é Soberano Sobre as Nações (1:12)

Habacuque começa afirmando sua convicção de que Deus é soberano sobre todas as nações. Ele expressa isso de duas formas distintas.

Primeiramente, Habacuque reconhece a soberania de Deus sobre o povo de Israel. No início do versículo 12, ele declara: “SENHOR, não és tu desde a eternidade? Meu Deus, meu Santo, nós não morreremos.” (Habacuque 1:12a). A princípio, a conexão entre a eternidade de Deus e a sobrevivência de Israel pode parecer obscura. Contudo, isso reflete a soberania de Deus. Sendo eterno, Deus é o princípio e o fim, e estabeleceu uma aliança com Seu povo. Enquanto Deus existir, o povo de Israel também existirá.

Esse conceito é ecoado em Malaquias 3:6: “Pois eu, o SENHOR, não mudo. Por isso, vocês, descendentes de Jacó, não são destruídos.” (Malaquias 3:6). Deus, imutável e eterno, mantém Sua soberania sobre Israel. Assim, Habacuque tinha a convicção de que, embora Deus pudesse julgar Israel por seus pecados, Ele não os destruiria por completo.

Isso se alinha com o que Deus disse através do profeta Jeremias:

Jeremias 30:11 NVT

Porque estou com você e o resgatarei”, diz o SENHOR. “Destruirei completamente todas as nações entre as quais o espalhei, mas você não será completamente destruído. Eu o disciplinarei, mas com justiça; não posso permitir que fique impune.”

Habacuque acredita firmemente na soberania de Deus sobre Israel e também sobre todas as outras nações. Isso fica claro na segunda parte do versículo 12: “Ó SENHOR, nossa Rocha, enviaste os babilônios para nos disciplinar, como castigo por nossos pecados”. (Habacuque 1:12). Deus havia informado a Habacuque que estava enviando os babilônios para julgar Judá, e Habacuque não duvida disso. Ele reconhece que os babilônios, designados por Deus, estão vindo para cumprir essa missão. Assim, a primeira certeza de Habacuque é a soberania de Deus sobre as nações.

B. Deus é Santo e Não Pode Tolerar o Mal (13)

A segunda convicção de Habacuque é sobre a santidade de Deus e Sua intolerância ao mal. No versículo 13 de Habacuque 1, ele afirma: “Mas tu és puro e não suportas ver o mal e a opressão;” (Habacuque 1:13). Esta declaração ressalta uma verdade fundamental sobre Deus: Ele é absolutamente santo e puro, como reiterado em 1João 1:5 que diz: “Deus é luz, e nele não há escuridão alguma.” Isso implica que Deus é perfeitamente santo, justo e puro, sem qualquer presença de maldade, pecado ou escuridão.

Entretanto, Habacuque enfatiza algo mais no versículo 13. Ele não está apenas dizendo que Deus é isento de maldade, mas que Seus olhos são puros demais até mesmo para olhar para o mal. Isso não sugere que Deus ignora o mal no mundo. Ao contrário, Deus está plenamente ciente de cada pecado cometido. Quando Habacuque diz “Teus olhos são demasiadamente puros para ver o mal”, ele está expressando que Deus não encara o pecado com qualquer tipo de aceitação ou aprovação.

Deus reage ao pecado de uma única forma: com ofensa. Todo pecado é uma afronta direta à Sua santidade. Se não fosse pela Sua graça amorosa e pelo perdão, Sua justa ira nos destruiria imediatamente. É por isso que a Bíblia nos incentiva a evitar até mesmo a aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22).

Essa reflexão leva a uma pergunta pessoal importante: como você reage ao pecado? Você busca a santidade, como Deus é santo? 1 Pedro 1:15-16 nos desafia: “Mas, assim como aquele que os chamou é santo, sejam santos em tudo o que fizerem; pois está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo.’”

Contudo, a compreensão da santidade de Deus levanta outras questões para Habacuque, como indicado na continuação do versículo 13: “Por que toleras os traiçoeiros? Por que ficas em silêncio enquanto os ímpios engolem os que são mais justos do que eles?” (Habacuque 1:13b). Aqui, Habacuque está tentando conciliar o que ele sabe sobre Deus com o que Deus acabou de revelar sobre o uso dos babilônios. Ele não compreende como Deus, sendo tão santo, pode utilizar os ímpios babilônios para punir um povo que, apesar de seus pecados, parece ser mais justo que seus opressores.

C. Babilônia é Ímpia e Ainda Assim Prospera (14-17)

Portanto, Habacuque sabe que Deus é soberano sobre as nações. Ele sabe que Deus é santo e não pode tolerar o mal. E ainda há uma terceira coisa da qual Habacuque está firmemente convencido, que é: a Babilônia é ímpia e, mesmo assim, prospera.

Veja os versículos 14-17, onde Habacuque descreve os babilônios. Ele diz a Deus: “Fizeste os homens como os peixes do mar, como os seres marinhos que não têm quem os governe. O inimigo os pesca com anzóis, arrasta-os com a sua rede e junta-os em sua tarrafa; por isso ele se alegra e exulta. Por isso, ele oferece sacrifícios à sua rede e queima incenso à sua tarrafa; pois por meio delas a sua porção é gorda e a sua comida, farta. Continuará ele a esvaziar a sua rede, a matar sem piedade as nações?” (Habacuque 1:14-17)

Habacuque retrata a Babilônia como um pescador e todas as nações como peixes indefesos no mar. A Babilônia, o pescador, é violenta e cruel, puxando os povos das nações com anzóis e arrastando-os em suas redes. Não só isso, mas ele se deleita em sua miséria. Ele se alegra e se regozija com aqueles que captura. Esta frase “se alegra e se regozija” geralmente é usada na Bíblia para adorar a Deus, especialmente quando as duas palavras são emparelhadas assim. Aqui, Habacuque usa as duas palavras juntas para destacar como os babilônios adoram seu próprio poder e sucesso.

A imagem de adoração continua no versículo seguinte, onde lemos que a Babilônia “oferece sacrifícios à sua rede e queima incenso à sua tarrafa”. As palavras “sacrifício” e “queimar incenso” também são usadas na Bíblia para adoração, embora Habacuque as use aqui em uma forma que quase sempre se aplica à adoração de ídolos, e não a Deus. Deus é quem levantou a Babilônia, Deus é quem deu à Babilônia seu poder e força, e mesmo assim a Babilônia não reconhece o papel de Deus em tudo isso. Em vez disso, a Babilônia adora sua própria força e habilidade.

A Babilônia adora sua própria força porque é por meio da conquista que “a sua porção é gorda e a sua comida, farta”. Em outras palavras, a Babilônia desfruta seus prazeres à custa das nações que conquista. E Habacuque não vê fim para isso. Parece que ninguém pode enfrentá-los. A Babilônia continuará esvaziando suas redes, destruindo as nações sem piedade?

Habacuque não tem problema com nenhuma dessas três coisas individualmente. Ele sabe que Deus é soberano sobre as nações. Ele sabe que Deus é santo e não pode tolerar o mal. E ele sabe que a Babilônia é ímpia e ainda assim prospera. Ele está convencido de que todas as três são verdadeiras. Ele simplesmente não consegue ver como todas as três podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.

Por exemplo, se Deus não fosse soberano, então Ele não poderia deter a Babilônia, e o sucesso da Babilônia não levantaria questões. Ou, se Deus não fosse santo, Ele não se importaria com a maldade da Babilônia, e isso também removeria o problema. Ou, se a Babilônia fosse boa e próspera, ou ímpia e sofrendo, Habacuque também não teria problema em reconciliar isso com um Deus soberano e santo.

O problema para Habacuque é que todas as três condições existem ao mesmo tempo. Ele sabe que Deus é soberano. Ele sabe que Deus é santo. E ele sabe que a Babilônia é ímpia e ainda assim prospera. Isso não faz sentido para ele.

Faz com que ele questione a justiça de Deus. Faz com que ele se pergunte: “Deus é justo?”

II. Interlúdio: Habacuque Espera pela Resposta de Deus (2:1)

Admiro a forma como Habacuque lida com suas dúvidas e perguntas. Vimos no estudo passado que, ao enfrentar a dúvida, em vez de se afastar de Deus, Habacuque levou suas perguntas e dúvidas a Ele. Agora que Habacuque expressou sua segunda queixa, vamos olhar para o capítulo dois e ver o que ele faz a seguir.

Ele diz em 2:1: “Ficarei de prontidão para ver o que me dirá o SENHOR e como responderei à minha queixa.” (Habacuque 2:1) Habacuque se apega teimosamente a Deus mesmo no meio de suas dúvidas. Habacuque 2:1 é equivalente ao Novo Testamento de Marcos 9:24: “Creio, ajuda a minha incredulidade!” (Marcos 9:24) Habacuque toma sua posição na torre de vigia. Ele se coloca nos baluartes. Ele espera pela resposta de Deus.

Isso é algo que todos nós precisamos aprender a fazer. Quando você tiver perguntas ou dúvidas, leve-as a Deus. Mantenha sua posição, firme-se, prepare-se para a longa espera e aguarde o Senhor. Deus responderá suas perguntas em Seu tempo. Agora, Deus pode não resolver algumas de suas perguntas até você chegar ao céu. Mas Ele sempre lhe dará a Si mesmo e sempre lhe dará a fé para continuar. Habacuque toma sua posição na torre de vigia e espera pela resposta de Deus.

III. Resposta de Deus: Os Babilônios Também Serão Julgados por Seus Pecados. Enquanto Isso, os Justos Viverão pela Fé, Confiando que Deus Agirá Justamente em Seu Próprio Tempo. (2:2-5)

E então, Deus lhe responde. Deus lhe dá uma revelação. Deus lhe dá uma visão do que acontecerá no futuro. Os babilônios também serão julgados por seus pecados. Enquanto isso, os justos viverão pela fé, confiando que Deus agirá justamente em Seu próprio tempo.

A. A Resposta de Deus Espera um Tempo Determinado (2-3)

A primeira coisa que Deus diz a Habacuque é que a resposta espera um tempo determinado. Veja os versículos 2-3. “Então o SENHOR me respondeu: ‘Escreva claramente a visão em tábuas, para que se leia facilmente. Pois a visão se refere a um tempo determinado; ela fala do fim e não falhará. Ainda que demore, espere-a; pois certamente virá e não tardará.’” (Habacuque 2:2-3)

Deus diz a Habacuque para anotar o conteúdo da revelação. Habacuque deve escrevê-la claramente em tábuas para que um arauto possa correr com ela. Estes versículos são um pouco difíceis de traduzir, mas o sentido básico é que Habacuque deve escrevê-la e torná-la clara para todos verem. Há um tempo determinado para seu cumprimento, e quando esse tempo chegar, a revelação não se provará falsa. Não acontecerá imediatamente, mas Habacuque deve esperar seu cumprimento no tempo perfeito de Deus.

A palavra de Deus é certa. O cumprimento de sua promessa não será nem cedo nem tarde. A resposta de Deus espera um tempo determinado.

B. As Ações da Babilônia Não São Justificadas aos Olhos de Deus (4-5)

Em segundo lugar, Deus assegura a Habacuque que as ações da Babilônia não são justificadas aos Seus olhos. Veja os versículos 4-5: “Eis que o inimigo está inchado de orgulho; os desejos do ímpio não são retos, mas o justo viverá pela sua fé. Além disso, o vinho trai o arrogante; ele não se contém, não se satisfaz e junta a si todas as nações, tomando cativos todos os povos.” (Habacuque 2:4-5)

Deus está usando a Babilônia para trazer julgamento a Judá e outras nações, mas isso não desculpa o pecado da Babilônia. A Babilônia está inchada de orgulho, ímpia, bêbada, arrogante, inquieta e gananciosa. A Babilônia conquista nações, não por preocupação com a justiça de Deus, mas por causa de seu próprio orgulho e ganância. A Babilônia está embriagada de poder e vinho, e sua embriaguez o trairá. Esta parte da profecia se cumpre em Daniel 5, onde aprendemos que a embriaguez foi parte do que levou à eventual queda da Babilônia.

Deus diz a Habacuque que os babilônios também serão julgados por seus pecados, mas tudo no tempo de Deus. Na verdade, como veremos na próxima semana, o restante do capítulo dois delineia os muitos pecados da Babilônia e cada um dos muitos julgamentos que virão por causa desses pecados.

Esta foi a resposta que Habacuque precisava ouvir. Habacuque sabia que Deus era soberano, ele sabia que Deus era santo, mas ele também sabia que a Babilônia era ímpia e próspera. E isso não fazia sentido. Isso colocava em questão a justiça de Deus: “Deus é justo?”

Mas agora Deus deixou claro que a Babilônia seria julgada por seus pecados afinal de contas. Agora Habacuque sabia que Deus era soberano, santo e justo. A Babilônia seria julgada por seus pecados. Enquanto isso, Deus diz, os justos viverão pela fé, confiando que Deus agirá justamente em Seu próprio tempo.

C. Os Justos Viverão pela Fé (4b)

  – Romanos 1:16-17 (Gálatas 3:11; Hebreus 10:38)

Esta frase no final do versículo 4 – “o justo viverá pela fé” – é um dos versículos mais importantes de toda a Bíblia. Ela é citada três vezes no Novo Testamento – em Romanos 1:17, Gálatas 3:11 e Hebreus 10:38. Este é o versículo que Deus usou para revelar o evangelho a Martinho Lutero e dar início a toda a Reforma. É um verso maravilhoso, tanto em seu contexto original do Antigo Testamento quanto em seu cumprimento no Novo Testamento.

Vamos olhar primeiro para o contexto do Antigo Testamento. Para Habacuque, o versículo significava que ele deveria viver pela fé enquanto esperava o justo julgamento de Deus sobre a Babilônia. A palavra “viver” aqui em 2:4 é uma confirmação do que ele disse anteriormente no capítulo um: “SENHOR, não és tu desde a eternidade? Meu Deus, meu Santo, nós não morreremos.” (Habacuque 1:12)

Por que o povo de Judá viveria e não morreria? Seria por causa de sua própria justiça? De maneira alguma. Toda a razão pela qual Deus estava trazendo os babilônios era para julgar o povo de Judá por seu pecado. Não, eles viveriam por causa de sua fé em Deus, que havia se vinculado em uma relação de aliança com seu povo. Eles seriam justos pela fé, não por suas próprias obras.

As implicações completas deste versículo são desenvolvidas mais tarde no Novo Testamento por meio do evangelho de Jesus Cristo. O evangelho, ou boa nova, é que, embora sejamos pecadores e mereçamos punição por nosso pecado, Jesus morreu na cruz e assumiu nossa punição para que pudéssemos ser perdoados por nossos pecados.

É por isso que Paulo escreve em Romanos 1: “Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…. Pois no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que é pela fé, do princípio ao fim, como está escrito” – e então ele cita Habacuque 2:4 – “O justo viverá pela fé.” (Romanos 1:16-17)

Não é a sua justiça que lhe dá vida. É a justiça de Jesus que lhe dá vida. Jesus lhe concede a sua justiça quando você coloca sua fé nele e confia em sua morte na cruz por você, assim como Habacuque colocou sua fé no amor e fidelidade de Deus em vez das pessoas de Judá. Como Habacuque disse: “SENHOR, não és tu desde a eternidade? Portanto, nós não morreremos… O justo viverá pela fé.” (Habacuque 1:12, 2:4)

CONCLUSÃO:

Como Aplicamos Esta Passagem a Nós Mesmos Hoje?

Gostaria de concluir olhando para três coisas que esta passagem nos diz sobre Deus e três coisas que ela nos diz sobre nós mesmos.

Primeiramente, três coisas que esta passagem nos diz sobre Deus:

  1. Deus é soberano. Ele é ativo nos assuntos da história. Ele usa as nações para realizar a sua vontade, quer essas nações o reconheçam ou não. Isso é bom de lembrar quando você observa todos os conflitos ao redor do mundo até hoje. Deus é soberano sobre as nações, e Ele usará suas ações para cumprir seus propósitos.
  2. Deus é santo. Ele não pode tolerar nenhum mal. Seus olhos são demasiadamente puros até mesmo para olhar para o mal. Porque Deus é santo, nós também devemos ser santos em tudo o que fazemos.
  3. Deus é justo. Ele julgará todo o mal no mundo, incluindo aqueles que Ele usou para julgar outros.

Então, essas são três coisas que esta passagem nos diz sobre Deus. Aqui estão três coisas que esta passagem nos diz sobre nós:

  1. Somos pecadores e, portanto, estamos todos sujeitos à condenação de Deus. Podemos pensar que somos “melhores” do que alguns outros no mundo, assim como o povo de Judá pensou que era “melhor” do que os babilônios, mas comparados à santidade absoluta de Deus, somos todos iguais.
  2. Não podemos nos salvar por nossas obras. A maioria das pessoas está enganada ao pensar que irá para o céu por suas obras, quando, na realidade, não irá. Nossas boas obras são apenas o que deveríamos fazer de qualquer maneira. Elas não nos ganham mérito algum. Elas não cancelam nenhum de nossos pecados.
  3. Portanto, o justo viverá pela fé. É somente através da fé que podemos ser feitos justos diante de Deus e conhecer a vida eterna em vez da condenação eterna.

Muitas vezes, as pessoas olham para todo o mal no mundo e pensam: “Deus não se importa.” Depois, elas aprendem que Deus julgará seu pecado e pensam: “Deus não é justo!” Mas Deus se importa, e Deus é justo. O amoroso cuidado de Deus e sua justiça perfeita se encontram na cruz. Jesus morreu na cruz pelos seus pecados para que, se você colocar sua fé nele, possa ser salvo. Coloque sua fé em Cristo hoje e receba a sua justiça, porque Deus nos diz: “O justo viverá pela fé.”

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Diego Souza

Sou ministro na Igreja Holiness e amo escrever. Graduando em Letras pela UNIVESP, com Bacharel em Teologia pela UMESP e com pós em Novo Testamento pela EST, neste blog compartilho meus pensamentos sobre a vida cristã e o cotidiano, buscando conectar a fé com o dia a dia.